Após dois anos, vitimas do acidente na Sapucaí não tiveram assistência
Carro alegórico desgovernado da Paraíso do Tuiuti feriu dezenove pessoas

No último carnaval, completaram-se dois anos do acidente na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, que deixou 19 pessoas feridas, e uma morta, durante o desfile da escola de samba Paraíso do Tuiuti. Um carro alegórico perdeu o controle e prensou as pessoas na grade.
A maioria das vitimas estavam no Sambódromo a trabalho, como é o caso da Fotógrafa Lucia Mello. Ela ficou internada por quatro meses, e teve fratura exposta com esmagamento na perna, e um leve traumatismo craniano. Atualmente desempregada, Lucia, não consegue andar, e também aguarda por indenização dos responsáveis pelo acidente.
"Minha maior indignação nesse acidente é o responsável pela escola não está nem aí para tudo que aconteceu, nunca fui procurada por esse senhor, nem uma Dipirona foi oferecida pra que minhas dores fossem aliviadas. Estou esse tempo todo na casa da minha filha por não poder ir pra minha casa porque tem escada.” Ressaltou a Fotógrafa.
Hoje, dois carnavais depois, nada foi resolvido. A Paraíso do Tuiuti e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), não prestaram nenhum apoio a vitima do trágico acidente da noite do dia (26) de fevereiro, de 2017. Então, Lucia decidiu processar os envolvidos na fatalidade, para que ela tivesse os seus direitos. Segundo ela já teve uma audiência conciliatória, mas não chegaram a nenhum acordo.
“Em dois anos eu nunca recebi nenhum centavo, nenhuma ajuda. Não posso exercer minha profissão por estar numa cadeira de rodas, e não vou pedir esmolas a eles, porque tenho família. Vou fazer uma nova cirurgia agora em maio, pra tudo preciso de transporte, se não fosse meu marido e meus filhos nem sei como seria, é um descaso total dos responsáveis por esse atropelamento comigo." Explicou Lucia. Até o momento, a Escola de Samba Paraíso do Tuiuti e a Liesa, não se pronunciaram.
Relembrando:
Em (26) de Fevereiro de 2017, primeiro dia de desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, o nono carro alegórico da Paraíso do Tuiuti, chamado de "Tropicarnafagia" que pesava cerca de três toneladas, perdeu o controle e feriu cerca de 20 pessoas. Algumas delas ficaram presas nas ferragens, e os bombeiros tiveram que ser as grades para retirar as pessoas. Na perícia, consta que a “roda maluca” estava danificada, e isso foi uma das principais causas do acidente.
Na época, as vitimas foram levadas para o hospital Souza Aguiar e para o Miguel Couto. Algumas delas ficaram internadas por alguns meses, e a radialista Elizabeth Ferreira Jofre, conhecida como Liza Carioca, de 55 anos, morreu em abril de 2017.