Moradores do Mútua, em SG, sofrem com vazamento de água há meses
Populares reclamam do descaso da Cedae

Por Vítor d'Avila e Marcela Freitas
Os moradores do Mutuá, em São Gonçalo, estão indignados com as condições do bairro. São inúmeros problemas, que vão desde vazamento de água até ruas completamente esburacadas, praticamente intransitáveis.
Na Avenida 18 do Forte, há um condomínio residencial com quatro pequenos prédios. As construções, segundo os habitantes, são de mais de cinquenta anos. De acordo com Fabiana Alves, que administra um dos blocos, sua família, que mora lá há 42 anos, jamais viu a tubulação de água ser trocada. Com isso, acontecem diversos vazamentos, sendo o mais recente estando há três meses sem nenhuma solução e que já está afetando a estrutura da construção.
“O vazamento vem desde o começo da parede do prédio e pode ser visto por dentro e fora da área do edifício. Estão tendo muitos mosquitos. Meu medo é que está infiltrando o muro e aqui para fazer obras é difícil, pois os moradores não pagam condomínio e não há recursos para reconstruir se o muro cair. A água está infiltrando para baixo do prédio. Com a umidade, a vegetação está crescendo junto ao cimento, prejudicando a estrutura”, relatou.
O aposentado Fernando Falcão, que mora no bairro há 39 anos, reclama da falta de atenção da Companhia Estadual de Água e Esgotos com o problema: “Isso vaza água noite e dia e já temos três protocolos junto à Cedae. São dois vazamentos aqui na rua. No dia que tem mais pressão, vaza mais água. Desde novembro está vazando”, disse.
Próximo ao mesmo condomínio ainda existe um vazamento na rede de esgoto, que também tira a vizinhança do sério. Dificultando a situação, ainda há descarte irregular de lixo, o que atrai roedores e os pedestres não conseguem trafegar normalmente pela calçada, tomada pela sujeira.
“Na rua tem um vazamento de esgoto também, que atrai ratos. Eu tinha uma barraca de lanches na esquina e tive que tirar, não tinha condições de trabalhar. Um funcionário meu foi mordido por um rato e por sorte não teve complicações”, concluiu Fabiana.
Em nota, a Cedae informou que “técnicos irão ao local em até 24 horas”.