Teatro que custou R$ 13 milhões segue fechado em São Gonçalo
Espaço público não tem previsão para ser inaugurado

Por Vitor d'Avila*
Continua a ‘novela’ sobre a situação do Teatro Municipal Gonçalense. O espaço público, que já está pronta, ainda não foi entregue à população, com o prédio isolado por tapumes, e sem previsão de atender à sua
função original: ser um ponto de arte e cultura no município.
A obra foi orçada em pouco mais de R$ 13 milhões e o teatro teria espaço para receber 260 pessoas. Sua estrutura ainda conta com dois andares, área para exposições, mezanino e café ao lado da sede da prefeitura, no Centro.
A previsão de entrega do Teatro Municipal Gonçalense seria entre agosto e setembro de 2016. Agora em março de 2019, mesmo com os trabalhos já concluídos, o local ainda não está a serviço da população devido a indefinição sobre as responsabilidades em torno de seu custo.
A construtora responsável pela obra não entregou o teatro à Prefeitura de São Gonçalo alegando não ter recebido os valores referentes à parte final da obra.
Participante do Coletivo Cultural de Itaboraí, o ator Marcos Moura lamentou o fato de o espaço permanecer fechado. Ele avalia que isto é negativo não só para a classe artística, mas para a população gonçalense.
“O Teatro Municipal fechado tem vários significados muito negativo para a cidade. É um peso negativo não somente para a parte artística, mas para a população como um todo, até para a própria imagem da cidade. Por que os artistas precisam saír de São Gonçalo e montar seus espetáculos em outras cidades?”, disse.
A Prefeitura Municipal de São Gonçalo informou que o Teatro Municipal, que já deveria ter sido entregue aos gonçalenses, está em posse da construtora. Após uma análise de auditoria da comissão feita somente para o teatro, reunindo técnicos da prefeitura e vereadores da Comissão de Cultura da Câmara Municipal, foi decidido que a Prefeitura entrará com ação judicial solicitando perícia técnica, já que existe a suspeita de que a obra não foi feita em conformidade com o que estava em contrato.
A construtora responsável pela obra não foi localizada pela reportagem.
*Estagiário sob supervisão de Marcela Freitas