Greve na Educação continua em Cachoeiras de Macacu

Profissionais estão insatisfeitos com acordos descumpridos pela Prefeitura

Enviado Direto da Redação


Profissionais da Rede Municipal de Cachoeiras de Macacu, iniciaram na manhã desta quinta-feira (14), uma greve de advertência que durará pelas próximas 48h, pelo descumprimento dos acordos firmados com a prefeitura, pela insegurança permanente em relação ao pagamento dos salários e repúdio contra qualquer tentativa de parcelamento de salários.


Hoje, (15), eles se reuniram às 09h da manhã em um ato de protesto na Praça Manoel Diz Martinez, em frente a Prefeitura do município para a reivindicação de seus direitos.


Segundo João Ferreira, diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), o prefeito está há dois anos prometendo um aumento salarial a categoria, mas nada acontece.


"O 1/3 de férias foi dividido em 4 partes, sendo depositado de hoje até segunnda. Muitos profissionais não receberam nem parte integral do salário, meu caso por exemplo, não foi depositado nenhum centavo. Além disso estamos sem aumento salarial desde 2016. O prefeito prometeu até final de 2017, 4%, que seria pago a partir de fevereiro de 2018. Até hoje, não cumpriu o que acordou. Temos muitas perdas e o governo não apresenta uma proposta de recuperação salarial para a categoria. Falta atender ao 1/3 de planejamento, o governo ainda não analisou a proposta de mudanças no nosso Plano de Cargos e salários, enviada no final de 2017, além de não cumprir com a promessa de aumento de 4% retroativo a fevereiro de 2018, entre outras questões", explicou.


Pais de alunos denunciam ainda, que nas escolas falta merenda para as crianças. Na Escola Municipal José Laurindo de Oliveira, em Papucaia, a situação aflige os responsáveis, já que eles afirmam existir apenas uma refeição na unidade escolar.


"A gente se preocupa com essa situação porque os alunos estão tendo só uma refeição no dia, eles dão arroz doce para os alunos pela manhã e não oferecem mais nada", disse o pai de um aluno.


Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação não se pronunciou sobre o caso.

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