Abrigo Cristo Redentor vive expectativa de um novo convênio
Instituição está sem repasses do governo

Abrigo aguarda convênio
Abrigo Cristo Redentor cobra R$ 1,2 milhão da Fundação Leão XIII; contrato venceu em 2016
>> Instituição sente os efeitos negativos da falta de repasses do governo. Faltam alimentos e remédios
O Abrigo do Cristo Redentor, lar de idosos em São Gonçalo, vive a expectativa de celebrar um novo contrato com a Fundação Leão XIII, entidade ligada ao Governo do Estado do Rio de Janeiro que, atualmente, é responsável por 39 idosos que residem na instituição.
A relação entre o abrigo e a fundação, que teve início em 1975, encerrou, formalmente, em 2016, ao mesmo tempo em que cessaram os pagamentos pelo serviço prestado. No entanto, os idosos não foram realocados para outro local. Além disso, a dívida do Estado com o abrigo é de cerca de R$ 1,2 milhão referentes aos custos de médicos, hospedagem e alimentação dos residentes. Com isso, a instituição acaba sentindo os impactos da inadimplência. Funcionários estão com pagamentos atrasados e são encontradas dificuldades para abastecer a dispensa com remédios e mantimentos. Gerente do Abrigo do Cristo Redentor, Deco Ávila afirma que, mesmo com o fim do compromisso formal, o Estado continua tendo compromisso com o abrigo. Ele mantém a expectativa de um entendimento entre as partes, desde que a dívida anterior seja quitada. “A prestação do serviço não foi descontinuada mesmo com o contrato formal vencido desde 2016, pois os idosos permanecem aqui. No jurídico há o entendimento que o contrato segue em vigor. Queria que pontuar que, em reunião com Allan Borges, atual presidente da Fundação Leão XII, ele deixou transparecer que pretende fazer um novo modelo de gestão. Ainda estamos nas primeiras tratativas para resolver esse impasse”, disse. Procurada, a Fundação Leão XIII não encaminhou resposta até o fechamento desta edição.