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Estudante que teve a perna amputada em acidente luta por justiça

Vanubia foi atingida por um carro na contramão

relogio min de leitura | Redação 13 de março de 2019 - 07:40
Estudante de direito viu a vida virar do avesso após acidente
Estudante de direito viu a vida virar do avesso após acidente -

Após a moto que pilotava ser atingida por um automóvel que vinha na contramão da Avenida Domingo Damasceno Duarte, em Trindade, São Gonçalo, no dia 22 de fevereiro, a vida da estudante de Direito Vanubia Marques de Melo, de 41 anos, mudou para pior. A moça, que é cabeleireira, teve sua perna esquerda amputada no acidente e, com isso, não consegue mais trabalhar. O fato de ela morar em local de difícil acesso, no Mutondo, atrapalha ainda mais.

“O condutor do carro que me atropelou ficou no local, mas não presta assistência nenhuma. Eu acho que isso é um dano irreparável (a perda da perna), mas nem que ele me pague 100 mil reais minha vida vai voltar ao normal. Eu já voltei à faculdade, sou uma pessoa muito ativa. Gostaria que ele tivesse um pouco mais de humanidade, prestasse alguma assistência”, relatou.

Além dos gastos de casa, com mãe idosa e um filho de 9 anos, Vanubia precisa pagar pensão alimentícia à sua filha de 20 anos. Por conta de atrasos, ela já foi presa anteriormente e, além do valor fixo, de R$ 700, foi condenada a pagar uma multa de R$ 300 mensais. A estudante teme nova detenção, visto que, sem trabalhar, não está conseguindo honrar com o pagamento.

“Tenho medo de uma nova prisão pois não estou conseguindo trabalhar, sou cabeleireira e trabalho em pé. O valor também é injusto. Por lei, deveria ser 30% de um salário mínimo, pois sou autônoma. No entanto, a cobrança é de 60%, fora a multa”, disse.

Para retomar suas atividades profissionais, amigos de Vanubia organizaram uma vaquinha pela internet, com o objetivo de comprar uma prótese para substituir a perna amputada.

“Para eu voltar a trabalhar, amigos e parentes tiveram a iniciativa de fazer uma vaquinha para comprar uma prótese e eu possa exercer minha profissão, voltando a ter uma renda. Peço muita ajuda aos meios de comunicação para divulgar minha história. Eu moro num lugar com terreno acidentado, a locomoção é muito difícil para ir a faculdade”, contou.

Para participar, as pessoas acessam o site vaka.me/493862.

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