Viradouro, Tijuca e Mangueira aparecem como favoritas ao título do Carnaval
Outras escolas tradicionais correm por fora

Por Sérgio Soares e Rennan Rebello
Depois um ano tumultuado, com ‘virada de mesa e regulamentos relegados à segundo plano, o palco maior da folia, a Marquês de Sapucaí voltou a ter dias de grandeza e alegria que o samba proporciona no Carnaval. Fazia tempo que não havia uma disputa tão acirrada. Em 2019, Se no domingo, Viradouro e Unidos da Tijuca fizeram apresentações arrebatadoras, a disputa ficou ainda mais emocionante, com as apresentações de ‘encher os olhos” da Mangueira, na segunda-feira.
Mas no segundo dia, não dá pra desconsiderar os bons desfiles da Vila Isabel, Mocidade, Portela e a cada vez mais surpreendente Paraíso do Tuiuti, que deixaram a ‘pista’ sonhando alto. Hoje à tarde, no mesmo sambódromo que mais uma vez proporcionou momentos inesquecíveis na história do Carnaval, é hora de conhecer as notas dadas pelos jurados.
Domingo - A primeira noite de desfiles mostrou uma Viradouro revigorada e bem reforçada para o Carnaval 2019. O plano de desfiles do carnavalesco Paulo Barros e a equipe deu certo em tudo. Organização, canto forte, alegorias surpreendentes e enredo de fácil assimilação e um samba de qualidade fizeram a diferença. Só faltou o fogo no carro do motoqueiro fantasma, que foi proibido pelo Corpo de Bombeiros quando a escola entrou. Mas apenas um pequeno detalhe que não tirou o brilho da apresentação. Vai brigar pelo título.
A ida de Laíla, uma das mais experientes e qualificadas personalidades do mundo do samba fez bem à Unidos da Tijuca, que deixou de ser uma ‘fábrica de títulos’ desde a saída de Paulo Barros. A Tijuca trouxe o enredo do pão na hora mais apropriada do dia: a manhã. Com ótimo desempenho nos quesitos de chão, graças à forte comunidade do Borel, a azul e amarelo saiu da Avenida aclamada pelo público.
O Salgueiro passeou sobre o sincretismo religioso com várias pegadas sobre um dos deuses mais clamados das religiões afro-brasileiras. O belo samba ajudou a fazer a diferença. A Grande Rio mostrou ter superado os maus momentos do ano passado, quando a quebra de uma alegoria acabou acarretando em um desfile desastroso. A escola de Caxias foi buscar nas co-irmãs o apoio para se manter na ‘elite’, junto com a Império Serrano.
E se Caxias fez uma apresentação convincente,o mesmo não pode ser dito em relação à escola de Madureira, que não manteve a tradição e terá que rezar muito para não cair. Pouca coisa se salvou na apresentação confusa e sem o glamour do Grupo Especial. A Beija Flor surpreendeu negativamente e não manteve a grandiosidade e organização que a levou o título em 2018. E Nem a Imperatriz deu mostras de estar voltando aos dias de glória do passado.
Restará agora saber a opinião dos jurados na abertura dos envelopes. Haja coração!