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Ambulantes estão inovando para garantir renda extra no Carnaval

Produtos e serviços são oferecidos às margens da BR-101

relogio min de leitura | Redação 02 de março de 2019 - 10:18
Mãe de quatro filhos, Jéssica Côrrea colocou um banheiro químico às margens da rodovia BR-101
Mãe de quatro filhos, Jéssica Côrrea colocou um banheiro químico às margens da rodovia BR-101 -

Por Alan Emiliano e Marcela Freitas

Diante do enorme congestionamento na saída para o feriado de Carnaval, ambulantes fizeram a ‘festa’ e inovaram na venda de diversos produtos e serviços, ma BR-101. Um desses casos é a dona de casa, Jessica Corrêa, de 28 anos, que colocou um banheiro químico às margens da rodovia, na altura do Jardim Catarina, em São Gonçalo, e salva os “apertados” de plantão por um preço simbólico de R$ 2.

“Sempre que tem feriados prolongados, coloco o banheiro químico aqui e busco trazer uma renda extra para a minha casa, já que estou desempregada e tenho quatro filhos pra criar. Diante de um cenário de crise e poucos recursos, é sempre bom inovar e buscar recursos através de serviços ‘improvisados’ como o meu e de tantos outros brasileiros”, contou a moradora do Jardim Catarina.

Mãe de quatro filhos, a gonçalense conta que deseja arrumar um emprego para conseguir proporcionar uma infância melhor para os quatro filhos, que ainda iniciam um caminho na vida, todos têm menos que 10 anos de idade.

“Às vezes, fico pensando em como dar algo melhor pra eles. Algumas pessoas passam aqui, fazem doação de cesta básica, mas eu queria proporcionar isso para eles, através de um emprego com carteira assinada. Tanto eu como meu marido viemos de famílias humildes e não conseguimos despontar na vida, mas nunca é tarde, só preciso de uma chance”, afirmou.

Quem quiser dar uma oportunidade para a gonçalense trabalhar com serviços gerais, sua especialidade, basta entrar em contato através do (21) 99024-5469. Outro caso que surpreende os motoristas que passam pela BR-101, na altura do Apolo, é o de Alex Sandro e Alan Neves, pai e filho respectivamente, vendem chapéus decorados, com o objetivo de auxiliarem nas despesas de casa e fugirem da crise que assola o país.

“Não adianta a gente vir aqui e vender água, doces, biscoitos, isso todo mundo vende. Trabalho com comércio há muito tempo e sei que o sucesso vem através da inovação e buscamos isso. Temos estudado bastante sobre as formas de venda e aprendido bastante com isso, tanto ele como eu”, afirmou Alex Sandro, que já trabalhou como pedreiro e atualmente mora em Manilha, Itaboraí. Já o seu filho busca, através das vendas e do companheirismo com o pai, pagar a faculdade de Administração que está cursando atualmente. Além disso, Alan contou que assiste diversas palestras para evoluir a cada dia no sentido de administrar empresas e trabalhar na área comercial.

“Temos sempre que evoluir e mostrar um novo caminho para um futuro melhor para a nossa família. Tanto eu, como meu pai, buscamos aprender a cada dia um com o outro e não vamos parar de pesquisar, estudar e desenvolver essa habilidade que nós adquirimos com o tempo”, afirmou o jovem, de 22 anos.

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