Ecoturismo como alternativa para PM niteroiense
'Sheik', vira instrutor de trilhas e organiza excursões

Por Rennan Rebello
As atividades estressantes para qualquer policial militar no Brasil fizeram com que o agente de segurança e morador de Niterói, Luiz Antonio Pereira, de 37 anos, conhecido como soldado da Silva, do 2º BPM (Botafogo), na Zona Sul do Rio, criasse uma alternativa em prol da qualidade de vida: o ecoturismo, através do qual também é famoso no meio devido ao seu apelido: Sheik.
“A minha vida é uma correria. Amo minha profissão e também o faço com o ecoturismo que acaba sendo meu refúgio no meu dia a dia. Meu objetivo é tirar as pessoas da rotina da zona de conforto. Meu filho David Lucas, de 7 anos, e minha esposa Fabíola me apoiam e participam junto comigo”, disse o instrutor que reside na região de Pendotiba.
As trilhas organizadas não se limitam apenas ao Estado do Rio como, por exemplo, a que houve no Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais.
Além da aventura e benefícios de se exercitar em contato com belezas naturais, os participantes também contribuem com doação de alimentos não perecíveis, que são destinados a um orfanato de Niterói e a uma família em situação de dificuldade em sua cidade natal.
“Faço questão de levar os alimentos doados com a minha família para o Lar da Criança Padre Franz Neumair, em Ititioca, que recebe de recém-nascidos a adolescentes de até 13 anos. Alguns já foram em meus eventos e também busco ajudar uma família carente. Meu projeto tem o intuito de ajudar pessoas da comunidade”, explicou o policial.
Aos interessados em participar de alguma expedição organizada por Sheik, basta entrar em contato através do Facebook, Instagram ou canal no Youtube, procurando por trilhacomsheik.
Deficiência não é um limite à participação
As caravanas para desbravar as áreas verdes em território brasileiro exigem o pagamento de um taxa de pagamento por parte dos participantes para cobrir as despesas, no entanto crianças e adultos com algum tipo de deficiência são isentas da inscrição por um motivo nobre: provar que elas também são capazes de encarar os desafios impostos pela “mãe natureza”.
“Gosto de fazer as pessoas acreditarem que elas podem se superar Já estou há dois anos neste projeto com crianças especiais, na qual temos uma equipe de apoio composta por médicos, enfermeiras e professores, além de amigos policiais”, revelou Sheik, que ainda acrescenta que sua atitude também é um “recado” à população.
“Também tento mostrar para a sociedade que essas crianças especiais podem interagir entre as crianças que não são especiais, sem preconceito”, argumentou.