Tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, tem oficialmente 11 mortos
Cerca de 400 pessoas ainda estão desaparecidas
O rompimento de uma barragem da mineradora Vale, na região de Brumadinho, em Minas Gerais, no início da tarde de sexta-feira (25), já deixou, pelo menos, 11 pessoas mortas. Vinte e quatro horas depois do desastre, aproximadamente 400 pessoas ainda estavam desaparecidas e quase 200 foram resgatadas com vida. A empresa informou que vazaram mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro, que entraram no rio Paraopeba.
A primeira vítima fatal identificada foi uma médica da Vale, Marcelle Porto Cangussu. Ela tinha completado 35 anos um dia antes da tragédia e trabalhava na empresa desde 2016. Segundo informações, ela não estava escalada para trabalhar na sexta-feira, mas precisou ser acionada de última hora.
Centenas de bombeiros, com o auxílio de cães farejadores e de aeronaves, seguem realizando buscas para encontrar as vítimas desaparecidas.
O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, afirmou que a maioria das vítimas da avalanche de terra são funcionários da empresa, que estavam no refeitório em horário de almoço, quando a barragem se rompeu. A Vale informou que ainda não conseguiu contato com 413 funcionários.
Ainda segundo Fábio Schvartsman, o rompimento ocorreu na barragem 1 da Mina Feijão - que causou o transbordamento de outra barragem. No entanto, o Ministério do Meio Ambiente informou que três barragens foram rompidas. De acordo com o Cadastro Nacional de Barragens da Agência Nacional de Mineração, quase todas as barragens no Córrego do Feijão eram consideradas de baixo risco, mas de dano potencial alto.
Em novembro de 2015, o estado mineiro também sofreu uma tragédia ambiental quando se rompeu a barragem de Fundão, em Mariana, que pertencia à Samarco - empresa que também é controlada parcialmente pela Vale.
O presidente Jair Bolsonaro foi até a região de Brumadinho na manhã deste sábado (26) e lamentou a tragédia.