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Falta de professores pode prejudicar retorno às aulas na rede municipal de São Gonçalo

Defasagem seria de mais de 300 professores do 2º ao 5º ano do ensino fundamental

relogio min de leitura | Redação 25 de janeiro de 2019 - 09:13
 Apesar de obras, problema é material humano, segundo o Sepe
Apesar de obras, problema é material humano, segundo o Sepe -

Por: Marcela Freitas 

Faltando um mês para o início do ano letivo de 2019, na rede municipal de São Gonçalo, o futuro dos estudantes ainda é incerto, já que segundo levantamento do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação ( Sepe), vai faltar professores na rede.

Assim como nas escolas do Governo do Estado, apesar das obras para melhoramento estruturais, falta nas unidades o principal, que é o material humano.

Em dezembro do ano passado, O SÃO GONÇALO, já havia mostrado a preocupação do Sepe quanto a essa questão e, o que se sabe é que até o momento, nada foi feito para dar garantia aos estudantes de que eles terão aulas em 2019 em todas as disciplinas.

De acordo com a diretora do Sepe-SG, Maria do Nascimento, foi entregue à Secretaria Municipal de Educação ( Semed) um documento que comprova a carência na rede e o consequente comprometimento do ano letivo.

Ainda segundo Maria, na categoria de docente II (professores de 2º ao 5º ano do ensino fundamental), faltam mais de 300 profissionais, o que daria em média 10% de carência.

Professores de menos em 3 categorias

Já para docente 1 (professores de disciplinas específicas), não foram fechados os dados, já que muitos desses profissionais atuam em outros cargos nas escolas. Mas, de acordo com o Sepe, sabe-se que há falta de professores de Matemática, Língua Portuguesa e Geografia.

“O déficit é enorme de professores doc I, II e professores de apoio. Ao que sabemos, o secretário vai liberar dobras e fazer contratos, até que seja feito o concurso no segundo semestre, mas não será suficiente. Recentemente Niterói chamou 500 professores e muitos eram de São Gonçalo. Maricá também tem muitos aprovados na nossa região e deverá convocá-los em breve. Isso é ruim porque já havíamos avisado. O caos para o ano letivo de 2019 nos preocupa”, afirmou.

Em nota, a Semed informou que todas as escolas da rede receberam, em dezembro, as duas últimas parcelas de verba de manutenção referentes ao ano de 2018, de acordo com a legislação. O valor varia segundo o quantitativo de alunos de cada escola. Quanto ao número de professores, está sendo realizado um levantamento para identificar as carências, mas só depois do encerramento das matrículas haverá uma definição sobre este tema.

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