Moradores do Zumbi, em São Gonçalo, sofrem com escassez de água
População conta com solidariedade de vizinhos que tem poço

Por: Marcela Freitas
Moradores do bairro Zumbi, em São Gonçalo, estão sofrendo com as “torneiras secas”. A escassez de água na região prejudica centenas de famílias que moram no local. Apesar da irregularidade no fornecimento da água, as contas estão sendo entregues em dia o que vem revoltando a população.
Na Rua Basileia, já são dois meses com o fornecimento irregular. A última vez que os moradores viram a água sair das torneiras foi na semana do Natal, em um único dia.
“Aqui a água caiu segundas, quartas e sextas-feiras, mas há muito tempo que o serviço não é oferecido. Estamos contando com a solidariedade de vizinhos que tem poço e nos auxiliam com baldes de água, mas a redução é total. Neste calor não podemos nos dar ao luxo de tomar um banho para refrescar”, disse o garçom Carlos Augusto Marques, 55 anos.
De acordo com o zelador José Crispino, 49 anos, muitas pessoas ficam acordadas para ver se conseguem puxar água durante a madrugada.
“Não sai nada do cano. O que nos falaram é que a bomba estava queimada. Não acredito porque são muitos dias nessa seca e esse seria um problema fácil de resolver”, disse.
A dona de casa Cirlei Fátima Portes, 48, disse que mesmo sem receber pelo serviço as contas não param de chegar.
“Nem paguei a conta de dezembro e já chegou a de janeiro. Para isso, eles não erram o nosso endereço. Mas quando ligamos para lá pedindo reparo, eles fazem pouco caso”, afirmou.
Na Rua Sena Borges, no mesmo bairro, o quadro não é diferente. Há 15 dias os moradores estão com as torneiras secas.
“Falaram que a bomba queimou, mas a água chega na parte baixa da rua. Tenho minha sogra acamada em casa, usando fralda e tenho que banhá-la com canequinha. Isso é absurdo e desumano”, reclamou, a auxiliar geral Fátima Batista de 41 anos.
A Cedae disse, em nota, que “não procede a informação de que há falta d’água há dois meses nos locais citados, inclusive, não há registro de reclamação a respeito deste caso no sistema da Cedae. De toda forma, técnicos irão aos endereços citados em até 24 horas a fim de vistoriar a rede e normalizar a situação”.