Obra inacabada no Arsenal ainda deixa moradores preocupados

Moradora diz que Prefeitura de São Gonçalo alega não ter verbas

Enviado Direto da Redação

Por Sérgio Soares e Vitor d'Avila

Moradores da Rua Rodésia, no Arsenal, em São Gonçalo, seguem enfrentando dificuldades graças à obra inacabada de um muro de contenção de encosta. Cinco meses após a última reportagem de O SÃO GONÇALO sobre a localidade, a situação permanece praticamente inalterada.

A encosta, que fica sobre a Clínica da Família Dr. Zerbini, continua sendo um risco, tanto para pacientes do local, quanto para os moradores da região. As obras para a construção do muro começaram em 2010, devido a um desmoronamento que ocorreu no local e, até hoje, nunca foram concluídas.

Segundo a dona de casa Aldacir Gonçalves Almeida, de 55 anos, moradora da localidade, o temor por uma tragédia é cada dia maior. Ela, assim como seus vizinhos, temem um possível desmoronamento.

Aldacir ainda afirma que as obras foram paralisadas no governo municipal anterior anterior e que o atual, até agora, não as retomou. Embora a Defesa Civil já tenha atestado que o local apresenta alto risco de desmoronamentos, a Prefeitura de SG, a cada momento, segundo os moradores, apresenta uma justificativa diferente para a não continuidade das obras

“Eles alegam sempre que ‘mês que vem vamos começar’, que precisa desapropriar terrenos. Não tem terreno para desapropriar. A Prefeitura também diz que não tem verba para a obra”, disse Aldacir, informando que “dois dias após a última reportagem de OSG sobre a obra ter sido publicada, a Prefeitura enviou dois representantes ao local. Eles afirmaram aos moradores que a construção do muro seria retomada em janeiro. No entanto até agora ninguém foi até lá sequer para apresentar uma justificativa”.

Para piorar a situação, ainda há um vazamento de esgoto na encosta. Isso acaba deixando o terreno ainda mais úmido e, portanto, propenso a desmoronamentos.

Aldacir ainda afirma que a Defesa Civil orientou um de seus vizinhos a deixar sua residência, tamanho o risco que o local apresenta dia após dia. “O barranco despencou mais. A assistente social da Defesa Civil disse que meu vizinho tinha que sair porque o muro da casa dele está na beira do barranco”, disse.

Chuvas de janeiro pioram a situação


O temor de Aldacir e seus vizinhos é que em janeiro, costumam cair fortes chuvas e, com isso, desmoronamentos e deslizamentos de terra se tornam comuns. A dona de casa traça um comparativo com a tragédia ocorrida em Niterói.

“Depois da tragédia de Niterói, ficamos ainda mais receosos com esse barranco. Será que o prefeito vai esperar acontecer algo parecido para tomar uma providência? Nosso terreno e a cada são próprios, legais. Pagamos IPTU em dia. Não merecemos ser tratados assim.”

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano informa que cerca de 90% da obra já está concluída. Neste momento, a Defesa Civil está fazendo a vistoria e iniciando a desapropriação de duas casas que apresentam alto risco de desabamento. Segndo o órgão, famílias afetadas serão incluídas nos programas habitacionais do governo, como Aluguel Social e Minha Casa, Minha Vida.

Veja também