Homem sonha em reencontrar suas irmãs que não vê há 30 anos

Marcos Pereira perdeu o contato com elas depois da separação de seus pais

Enviado Direto da Redação
Marcos Pereira contou que viu as irmãs duas vezes apenas após o falecimento do pai deles

Marcos Pereira contou que viu as irmãs duas vezes apenas após o falecimento do pai deles

Foto: Filipe Aguiar

Por: Dayse Alvarenga e Alan Emiliano 

Já imaginou perder o contato com parte da família há cerca de 30 anos e não ter mais nenhuma informação deles? Essa é a rotina vivida pelo instalador elétrico Marcos Pereira, de 58 anos, que busca retomar o contato com as três irmãs, separadas dele pelas adversidades da vida. O morador de Marambaia afirmou que o desencontro começou após a separação de seus pais há cerca de 40 anos, e que eles nunca mais se viram após dois encontros nos meados da década de 1980, em São Gonçalo.

“É uma situação muito difícil pra mim. Não tenho ninguém da minha família comigo, tampouco tenho notícias delas. Às vezes, fico me perguntando o porquê de tudo isso ter acontecido logo comigo, mas não vou perder as esperanças, seja qual for a situação delas”, afirmou o instalador elétrico.

Segundo Marcos, a última lembrança que ele tem de Tereza, de 45 anos, Maria de Lourdes, 60, e Maria Nazaré, 40, é no sepultamento do pai, assassinado em maio de 1971, no Jardim Bom Retiro. Desde então, os dois contatos existentes foram rápidos e não puderam trazer lembranças da infância, vivida na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio.

“Fiquei sabendo através de moradores do Jardim Bom Retiro que Tereza e Nazaré foram até o bairro duas vezes procurando por mim durante esse período, mas nunca consegui encontrará-las. Quero ver como elas estão e reatar um contato com a minha família. A única pessoa que falo atualmente é o meu irmão Marcelo, e ele não nutre esse mesmo sentimento”, afirmou Marcos.

Por último, Marcos fez um apelo para as irmãs e relatou momentos de solidão durante esses mais de 30 anos distante delas.

“Não tenho uma foto sequer para, pelo menos, servir de lembrança. É uma situação triste, muito triste. Tomara que elas vejam essa matéria e entrem em contato comigo para nos encontrarmos e batermos um papo, como não fazemos desde a nossa infância, lá na Rocinha”, concluiu.

Marcos disponibilizou um telefone de contato para as irmãs entrarem em contato com ele, que é o (21) 98816-4524.

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