Suspeita de peste bubônica em São Gonçalo está sendo investigada

O paciente foi atendido no Hospital Luiz Palmier, no Zé Garoto

Enviado Direto da Redação
A unidade encaminhou exame do paciente para um laboratório especializado no Rio

A unidade encaminhou exame do paciente para um laboratório especializado no Rio

Foto: Divulgação

Por Rennan Rebello


No dia do padroeiro da cidade, os gonçalenses têm um motivo para se preocuparem: A Secretaria de Saúde apura um caso suspeito de um paciente que teria sido internado no Hospital Luiz Palmier (HLP), no Zé Garoto, com sintomas de peste bubônica. A informação foi confirmada pela assessoria da Prefeitura, que também informou que amostras do sangue do paciente foram  encaminhadas para análise num laboratório especializado no Rio.


"A direção do Hospital Municipal Luiz Palmier (HLP), em São Gonçalo, esclarece ter ocorrido uma suspeita de contaminação por peste bubônica em um paciente após o resultado de um exame (microbiologia), realizado na unidade gonçalense. Não foi confirmada a doença no paciente e sim a cultura de ferida com variações, porém a bactéria foi isolada. O laboratório colheu a hemocultura hoje (10). Cabe destacar que a pessoa não apresenta o quadro da doença, sendo o resultado do exame feito no HLP, a motivação da suspeita sobre a doença. Sem a confirmação do diagnóstico, a unidade encaminhou o exame para reavaliação em serviço de doenças infecto contagiosas, como a Fiocruz. O resultado ainda é desconhecido, entretanto, todas as medidas de precaução foram tomadas pelas equipes do HLP", informou a nota emitida pela Prefeitura.


O que é peste bubônica? Seu nome científico é Yersinia pestis e popularmente também conhecida como peste negra. Esta doença é transmitida por meio de pulgas de animais roedores. Os seus sintomas são: febre acima de 38º C; dor de cabeça; cansaço em excesso, ínguas inchadas e doloridas e tremedeiras regulares. Na Idade Média, o surto de peste bubônica causou a morte de quase 30% da população europeia. Atualmente este tipo de doença é considerada rara, e no Brasil, os últimos casos registrados foram apenas dois: na Bahia e Ceará, após o ano 2000.

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