Animais desaparecem durante queima de fogos em comemoração ao Ano Novo

No Rio, um cachorro morreu de parada cardíaca por conta dos fogos

Escrito por Redação 04/01/2019 10:12, atualizado em 04/01/2019 10:09
 Outro caso de animal desaparecido na região é do gato siamês Prince, próximo ao Clube Tamoio
Outro caso de animal desaparecido na região é do gato siamês Prince, próximo ao Clube Tamoio . Foto: Divulgação

Por: Daniela Scaffo e Rafaela Batista

A tradicional queima de fogos que acontece nas cidades durante a noite de Réveillon é aparentemente bela, mas para cachorros e gatos pode se transformar em um transtorno. Em São Gonçalo e Itaboraí, leitores de O SÃO GONÇALO informaram o sumiço de, pelo menos, três animais, que se assustaram por causa dos barulhos. Após a divulgação do primeiro caso no site e na edição impressa de ontem, casos semelhantes foram relatados. No Rio, foi registrado um caso trágico: um cachorro morreu de parada cardíaca por conta dos fogos.

A pinscher Belinha, de 6 anos, fugiu no momento da virada do ano (na madrugada de terça, dia 1º), quando os fogos foram mais intensos. Segundo a dona de casa Giselle de Souza Oliveira, a cachorrinha sempre teve medo de fogos e correu no momento que viu a porta da sala de sua casa aberta, que fica no Paraíso, em São Gonçalo.

“Ela sempre teve medo de fogos e nós sempre nos precavemos, mas dessa vez, minha filha, de 20 anos, esqueceu a porta aberta, e Belinha provavelmente saiu correndo”, informou a dona da cachorrinha, que mora na Travessa Osmani Mastrangelo.

Belinha já está em fotos de cartazes colados em toda a extensão do bairro. Segundo Giselle, a última vez que ela foi vista foi na localidade conhecida como Serpente. Quem souber informações sobre a localização da Belinha, pode informar pelo telefone 98860-8287.

A enfermeira Mary Teixeira, que mora no bairro Ampliação, em Itaboraí, também informou o desaparecimento de sua cachorrinha, da raça shih-tzu e que se chama Laisa, de 4 anos. Ela fugiu no dia 31, por volta das 18h.

“Nós temos cinco cachorros da mesma raça e deixamos com nossos vizinhos para viajar e passar o Réveillon com um parente nosso, que está doente. Laisa tem muito medo de fogos e costumava vir ficar perto da gente e se tremer toda quando escutava os barulhos. Provavelmente ela fugiu por causa disso”, contou Mary.

Laisa tem problemas no fígado e precisa de acompanhamento veterinário para deixar o nível de sangue normal. Com isso, aumenta a preocupação da família que cuida da cachorrinha, que oferece uma recompensa de R$800 para quem encontrar a shih-tzu.

“Já fiz cartazes e paguei carros de som para tentarmos encontrá-la. Como ela é muito pequena, achamos que ela não está muito longe, porque não consegue andar muito. Ela fugiu da casa na Rua Genésio Batista Ribeiro”, explicou a enfermeira. Informações pelos telefones 96773-6151 ou 99740-6964.

Outro caso de animal desaparecido é o gato siamês Prince, de 2 anos e meio. Ele fugiu há aproximadamente 10 dias, quando fugiu de casa, que fica próxima ao Clube Tamoio, na Brasilândia, em São Gonçalo. Qualquer informação pode ser passada pelos telefones 99548-7673 ou 3856-5255 (Selma).

Veterinário dá dicas para a proteção dos bichinhos

Segundo o veterinário da Clínica Veterinária Animal, em Vista Alegre, Herick de Souza Correia, é normal os animais ficarem assustados devido à sensibilidade a frequências muito altas. Ele ainda explicou que cada animal age de uma maneira diferente.

“Muitos animais entram em pânico e, nesse momento, eles acabam procurando locais mais protegidos, normalmente próximo aos donos ou dentro de casa. Quando sofrem alguma resistência dos donos em entrar em casa, ficam sem opções para se esconder e acabam fugindo à procura de refúgio”, explicou.

Herick também revela que existem trabalhos de dessensibilização dos animais aos estampidos, realizados geralmente quando são filhotes, mas que também surtem efeitos nos adultos.

“Esse trabalho faz com que o animal cresça acostumado com o barulho. Eles são expostos a barulhos pequenos e, no mesmo momento, dá petiscos, fazendo associação positiva dos estampidos a reforços positivos. Os tranquilizades são totalmente contraindicados nesses casos pois pode afetar a saúde dos animais”, informou.

Ele conclui com mais uma dica: deixar o cachorro em um cômodo com uma TV ligada ou música tranquila, na tentativa de abafar o som dos fogos, além de ventilador ou ar-condicionado.

“O ideal é deixar o animal deixar se esconder em um local tranquilo e ficar com ele por perto, sem fazer carinho, pois pode estimulá-lo a ter essa reação indesejada. Deixe-os apenas no colo ou, em caso da ausência da família, em um cômodo com um brinquedo e roupas dos donos para distraí-lo”, disse.

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