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Ano letivo de 2019 da rede pública de São Gonçalo pode estar ameaçado

Motivo seria a falta de professores

relogio min de leitura | Redação 29 de dezembro de 2018 - 13:07
Segundo Maria do Nascimento, faltam mais de 300 docentes II
Segundo Maria do Nascimento, faltam mais de 300 docentes II -

Por: Marcela Freitas

O ano letivo de 2019 da rede pública municipal de São Gonçalo pode estar ameaçado pela falta de professores. É isso que constatou o núcleo do Sindicato Estadual de Educação na cidade (Sepe-SG) que, preocupado com a situação das escolas da rede, se reuniu com o secretário de Educação, Marcelo Azeredo, para tratar de assuntos importantes, como a carência de profissionais, eleição para direção das unidades e climatização das salas de aula.

De acordo com a diretora do Sepe-SG, Maria do Nascimento, a reunião aconteceu no última quinta-feira, quando os diretores da entidade levaram um balanço feito pelo sindicato que comprova a carência na rede e o consequente comprometimento do ano letivo.

Ainda segundo Maria, na categoria de docente II (professores de 2º ao 5º ano do ensino fundamental), faltam mais de 300 profissionais, o que daria em média 10% de carência.

Já para docente 1 (professores de disciplinas específicas), não foram fechados os dados já que muitos desses profissionais atuam em outros cargos nas escolas. Mas, de acordo com o Sepe, sabe-se que há falta de professores de Matemática, Língua Portuguesa e Geografia.

‘Há outras causas para o problema’

O Sepe informou ainda que o ano letivo de 2019 iniciará com carência maior que de 2018 devido às aposentadorias e exonerações de profissionais. A carência deverá aumentar, na avaliação da entidade, com a convocação dos aprovados para rede municipal de Maricá.

“Se o concurso público de 2016 tivesse sido prorrogado, não haveria necessidade de realização de outro. Ouvimos de pessoas ligadas à Semed que a ideia é contratação temporária para repor esse pessoal. Mas o secretário não nos falou sobre isso”, explicou Maria.

A diretora do Sepe-SG disse ainda que há outras pautas a serem discutidas em nova reunião com o secretário, em janeiro.

“Falamos também da aprovação do projeto de lei sobre a eleição direta para diretores e pedimos o empenho do secretário junto ao prefeito para sancionar. Ele nos disse que foi aberto um processo licitatório para a compra de ventiladores e ar-condicionados, porém, segundo o secretário, em algumas escolas a dificuldade será a parte elétrica que deverá ser solucionada ao longo do ano. Na próxima reunião, vamos em buscas de datas e repostas definitivas” revelou Maria.

Secretaria diz que está atenta ao problema

O secretário Marcelo Azeredo disse que a pasta está atenta à carência de professores na rede municipal.
 

"Estamos vendo isso com muito cuidado, muita delicadeza. Está sendo feito um levantamento, estamos esperando terminar o ano letivo e abrir as novos turmas do próximo ano para que eu possa ter em mãos o quantitativo real de carência do município. O que nós podemos dizer é que a Secretaria está de olho nisso, o prefeito está cobrando isso do secretário no sentido que nós iniciemos o ano sem carência", disse em nota informando ainda que medidas estão sendo tomadas para evitar o problema. 

"Para que eu tenha esse quantitativo, primeiro eu tenho que saber quantas turmas nós temos, mas nós ainda estamos com o processo de matrículas aberto. Então, a Secretaria de Educação está tomando todas as providências para que ao início do ano letivo todas as turmas tenham seus professores em sala de aula", completou o secretário. 

Sobre novo concurso, limitou-se a dizer que "existe a previsão de concurso para 2019 para suprir ainda mais essa necessidade".

O secretário não comentou sobre a lei aprovada na Câmara de Vereadores, que prevê eleições diretores para diretores das escolas. 

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