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Lagoa de Piratininga, em Niterói, registrou mortandade de peixes

Até o momento já foram recolhidos 1,5 toneladas de peixes mortos

relogio min de leitura | Redação 28 de dezembro de 2018 - 18:09
Mortandade de peixes na Lagoa de piratininga
Mortandade de peixes na Lagoa de piratininga -

A Lagoa de Piratininga, em Niterói, registrou nesta quarta-feira (26), um caso de mortandade de peixes. Essas situações estão cada vez mais recorrentes no Estado do Rio de Janeiro. Na última quinta-feira (20), aconteceu o mesmo na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, onde foram recolhidos 55,1 toneladas de peixes mortos. 

De acordo com a Companhoa de Limpeza de Niterói (Clin), cerca de 1,5 toneladas de resíduos sólidos já foram retirados do local nesta quarta-feira, quando foi constatado o caso.

Uma equipe do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) fez uma vistoria no local e constatou que a mortandade ocorreu em razão das altas temperaturas, aliadas ao assoreamento da lagoa (acúmulo de sedimentos), em conjunto com a entrada de ventos e chuvas ao fim do dia. Tais fatores favorecem a redução do oxigênio dissolvido na água, que ocasiona a morte de peixes.

A Prefeitura de Niterói informou, em nota, que técnicos vão analisar o oxigênio dissolvido na água e as espécies de peixes afetadas. Além disso, o município está finalizando o projeto executivo do Parque Orla de Piratininga, que inclui a recuperação ambiental da Lagoa.

Segundo a Prefeitura, a pavimentação das vias no entorno da lagoa está sendo feita para reduzir a chegada de sedimentos na água. O município está desenvolvendo também um projeto de renaturalização do Rio Jacaré, principal rio que deságua na lagoa.

O trabalho de limpeza ainda não tem previsão para acabar porque a companhia depende que os peixes mortos boiem para as margens da lagoa, já que a companhia não faz o recolhimento dentro d’água. Segundo a Clin, o trabalho será realizado enquanto houver resíduos.

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