Irmãs gêmeas de Niterói fazem sucesso com as crianças no Instagram
Jovens já possuem mais de 40 mil fãs na internet

“Oi, unincríveis e maravicórnios! Tudo bem com vocês?” É com esse bordão recheado de “magia” e emolduradas por cenários totalmente coloridos que as gêmeas Fernanda e Flávia Kaena, moradoras de Niterói, se dirigem aos mais de 40 mil fãs na internet todos os dias. A maioria dos seguidores do perfil criado por elas, o “Reino Unicórnio” - entre Instagram e Youtube - é formada por crianças e adolescentes, que acompanham a rotina das irmãs e interagem por meio de mensagens e claro, muitos e muitas “likes” (curtidas).
Não é difícil entender o motivo do sucesso: com a linguagem voltada totalmente para o público infantil, Fernanda e Flávia, de 25 anos, acabaram se tornando a irmã - ou irmãs - mais velha que todo mundo gostaria de ter.
Movidas por toda a “fofurice” trazida pelo assunto unicórnios e afins, elas não apenas levam entretenimento diariamente por meio de fotos e vídeos, mas também interagem e atuam como “psicólogas” de alguns seguidores.
Um exemplo é o quadro “uniprobleminha”, através do qual elas dão dicas e conselhos para problemas enviados por eles, sejam pessoais, familiares ou mesmo de relacionamento.
Mas nem sempre foi assim. Segundo a dupla, tudo começou por acaso há um ano, no Instagram.
“Antes trabalhávamos com estúdio de fotografia e queríamos novas ideias para produzir ensaios fotográficos infantis. Isso era final de 2017. Um dia, estávamos no quarto, e Flávia olhou na prateleira duas miniaturas de unicórnios que eu havia trazido de uma viagem e dado a ela de presente. E dali, ela se inspirou e resolveu: ‘vou fazer um Instagram de inspirações para o nosso estúdio, para a gente se inspirar na paleta de cores e fazer um ensaio novo’”, conta Fernanda.
“A gente gosta muito de cores assim, rosa, lilás, que lembram unicórnio. Comecei com três fotos no Instagram do ‘Reino Unicórnio’ para organizar o feed e ficar mais fácil de identificarmos na hora de produzir o ensaio”, complementa Flávia Kaena.
Questionadas se já conseguem monetizar o trabalho feito nas redes sociais, a dupla explica que ainda não, mas não colocam isso como prioridade atualmente.
“Por enquanto, fazemos parcerias e, durante um tempo, continuamos com outros trabalhos em paralelo, mas ultimamente tem sido quase impossível porque o canal e o Instagram tomam todo nosso tempo. Mas ganhar dinheiro é consequência. Não adianta começar nada na intenção só de ganhar dinheiro. Se não tiver paixão, não funciona. Muita gente fala que a internet é o futuro, mas na verdade é o presente”, reflete Fernanda Kaena, a mais velha da dupla.
“Nasci cinco minutos antes, então eu que mando”, brincou, quando questionadas sobre o lado bom e ruim de trabalhar com a irmã.
E sobre a produção de conteúdo para internet atualmente do “lado de cá” da Baía de Guanabara, as irmãs Kaena veem o mercado de forma otimista.
“Hoje todo mundo quer saber da vida de todo mundo na internet. De certa forma, pessoas de cidades que não são grandes ou mesmo cpaitais, como Rio de Janeiro e São Paulo, acabam se autobloqueando por conta do preconceito ou porque não recebem apoio no início, como foinosso caso. Se a gente ouvisse cada comentário e cada crítica lá no início, não teríamos continuado”, completa Flávia Kaena.