Comerciantes aprovam o fechamento da 'Rua da Feira', em Alcântara
Cavaletes foram colocados fechando o acesso ao local

Por: Dayse Alvarenga e Alan Emiliano
Ninguém sabe, ninguém viu mas o fato é que o trânsito está interrompido para facilitar a circulação de pedestres nas compras de Natal na Rua João Caetano, a popular Rua da Feira, entre as Ruas Capitão Antônio Martins e Palmira Ninho, no Alcântara, São Gonçalo, desde a semana passada. Mas apesar da polêmica de quem colocou o cavalete de madeira improvisado, que tem um banner com a reprodução de uma suposta resolução de interdição assinada pelo secretário municipal de Transportes, Felipe Brito, comerciantes e vendedores ambulantes aprovam a medida.
“Nessa época do ano, o movimento aqui no Alcântara cresce bastante e, como a via é utilizada pelos motoristas para cortarem caminho, a tendência é piorar a cada dia até o fim do ano. Eu, sinceramente, não sei quem fez, mas está sendo de bom proveito para os comerciantes e também para a população, que não precisa ficar desviando dos carros para conseguir transitar na principal rua do bairro”, afirmou um camelô que preferiu não se identificar.
Além do vendedor ambulante, quem também “comemora” a colocação do cavalete é o comerciante Fernando Rodrigues, de 37 anos, que afirmou ser inviável o trânsito de carros em todo o ano, mas a situação piora muito nas festas de fim de ano.
“Com esse calor e com carros passando pela Rua da Feira, a tendência é que isso aqui vire uma verdadeira ‘camada de ozônio’ É natural que os motoristas passem por aqui em épocas normais do ano, mas nessas festas prejudica a população e o comércio daqui do Alcântara. Quem é que aguenta andar esbarrando com outra pessoa nesse calor e ainda ter que desviar de carros?”, afirmou o comerciante.
Durante a manhã desta terça-feira, a equipe de O SÃO GONÇALO esteve na via e constatou que, mesmo com o cavalete de impedimento de trânsito, alguns motociclistas driblam o obstáculo e transitam normalmente pela rua mais conhecida do bairro.
Questionada sobre a autoria e legalidade do cavalete, a Prefeitura de São Gonçalo não respondeu até o fechamento desta edição.