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Acúmulo de lixo em rio em São Gonçalo não deixa água escoar

Moradores tentam amenizar o problema colocando fogo no lixo

relogio min de leitura | Redação 04 de dezembro de 2018 - 09:21
 Alberto Carneiro revela que moradores tentaram solucionar problema ateando fogo ao lixo
Alberto Carneiro revela que moradores tentaram solucionar problema ateando fogo ao lixo -

Por: Marcela Freitas

Só quem já foi vítima de uma enchente sabe a dor de perder todos os seus bens conquistados ao longo de anos. Com a proximidade do verão, as tempestades que são bastantes características dessa estação, quem mora próximo a rios teme pelo que o futuro lhe reserva.

Esse é o caso dos moradores da Avenida Humberto Soeiro de Carvalho (antiga Avenida São Paulo), na Trindade, que a cada chuva espera que o pior aconteça. A via que é cortada pelo Rio Alcântara com mais de 25 km de extensão, sofre com o assoreamento do rio neste trecho.

O acúmulo de lixo é tão grande que a água deixou de correr, e, parte do rio já tem áreas sólidas, onde é possível caminhar pela água, como se fosse um milagre divino, relatado em três livros do Novo Testamento.

Além de muito isopor, é possível encontrar dentro do rio capacetes, madeiras e bolas.

O aposentado Alberto Carneiro, 68 anos, contou que na tentativa de minimizar problemas futuros, os moradores chegaram a atear fogo no material que está parado no rio, mas a medida acabou não funcionando.

“Em alguns trechos, as pontes foram elevadas e os resíduos deixaram de acumular. Aqui, como podem ver é baixo e, basta uma chuva fraca para a passagem por essa rua ficar comprometida. Além dessa rua, alaga outras regiões no entorno e as residências também ficam comprometidas”, contou Alberto.

A aposentada Geraldine Macedo, de 70 anos, disse que, há dois anos, o rio estava assoreado e uma chuva forte alagou seu imóvel. Na ocasião, ela que mora bem ao lado do Rio Alcântara, precisou ser retirada de casa pelos vizinhos e ficou abrigada na casa deles até que a água baixasse.

“Basta chover para que eu fique apavorada. Desde que precisei de resgate para sair de casa que não durmo quando chove. Muitas pessoas questionam porque moramos ao lado do rio, mas essa foi à alternativa encontrada. Moro aqui há 20 anos e não tenho outro lugar para ir”, lamentou Geraldine.

Procurado, o Inea não respondeu até o fechamento desta edição.

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