Obras da Policlínica no Vila Três, em SG, estão abandonadas
Unidade de Saúde tem promessa de inauguração há cerca de sete anos

Por Marcela Freitas
O casal André Luiz da Costa Gamboa, 39 anos e Roziani Marinho dos Santos, 34, sonham com o dia em que terão a chance de receber atendimento médico na Policlínica do Vila Três, que há pelo há menos sete anos, tem promessa de inauguração.
Moradores da Lagoinha, o casal conta que tem dificuldades de conseguir especialistas em seu bairro. Roziani tenta que uma dos quatro filhos consiga atendimento de neurologista e pediatra, mas não há essas especialidades em seu bairro. Já André está com dificuldade de conseguir consulta com o dentista.
“Essa clínica está em obras há anos e seria muito bom se fosse entregue a população. Na Lagoinha estamos sem médico em nosso posto. Tentamos na Amendoeira e a resposta é que por não sermos moradores do bairro, não podemos ser atendidos. A sensação é de estar à deriva. Essa clínica seria mais uma opção de garantir um atendimento de qualidade”, disse Roziani.
André Luiz contou que aguarda há meses uma consulta com o dentista.
“Me indicaram buscar atendimento no Posto de Atendimento Médico do Alcântara (PAM), mas caio na exigência do encaminhamento. Sem médico no posto do meu bairro, não consigo esse documento. A nossa cidade precisa ser melhor cuidada principalmente nessa érea da saúde”, disse.
Segundo dados do governo passado, no PAM Alcântara eram realizados, em média, 300 atendimentos por dia e a ideia seria triplicar esses atendimentos, já que o novo prédio oferece uma locação muito diferente da área alugada, que é escura e tem problemas estruturais.
Especialidades – A nova policlínica foi construída para abrigar as 21 especialidades médicas que funcionavam no PAM Alcântara: oftalmologia, cardiologia, endocrinologia, reumatologia, neurologia, obstetrícia, clínico geral, pediatria, angiologia, nutrição, psicologia, fonoaudiologia, otorrinolaringologia, gastrologia, hematologia, endocrinologia pediátrica, dermatologia, alergista, reumatologia, cirurgia vascular e urologia.
O objetivo ainda era tornar a unidade em referência oftalmológica e no atendimento integral ao paciente com diabetes. O espaço também abrigaria um laboratório de análises clínicas.
Recordando- As obras na policlínica foram iniciadas após a desativação de uma área de lazer no bairro e ficou parada por alguns anos, sendo retomada pela gestão anterior. Aparentemente pronta, a construção – que abrigaria os profissionais e os serviços oferecidos no Posto de Atendimento Médico (PAM) de Alcântara – está abandonada.