Comerciários têm dificuldades de entregar carta de oposição ao sindicato em São Gonçalo

Documento garante que trabalhadores não tenham o valor descontado na folha de pagamento

Enviado Direto da Redação
Segundo comerciários, a cada ano o sindicato muda o endereço de entrega da carta de oposição

Segundo comerciários, a cada ano o sindicato muda o endereço de entrega da carta de oposição

Foto: Julio Diniz

Por: Marcela Freitas

Comerciários acusam a direção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Niterói e São Gonçalo (SEC), de agir de má fé com a categoria com o objetivo de impedir que eles entregassem a carta de oposição da contribuição assistencial de 6% mensais dos salários.

Na manhã de ontem, eles estiveram na sede no centro de São Gonçalo, para pedir que a direção os recebesse para a entrega do documento, que garante a eles que o valor não seja descontado na folha de pagamento.

De acordo com a assistente financeira, Dayane Martins dos Santos, 33 anos, todos os anos, a direção tenta dificultar a entrega da carta de oposição para que os funcionários desistam de pedir a retirada do desconto.

“Cada ano eles falam que a entrega da carta será feita em um endereço. Muitas vezes passamos horas no sol em filas quilométricas para entregar a carta, mas esse anos nem esse direito foi nos dado. Ligamos para o sindicato esse mês, porque estranhamos a demora, já que é anunciado em junho onde e quando será feita a entrega do documento e a resposta deles é que o prazo acabou, sem que se quer fosse dado prazo”, disse Dayane.

De acordo com o assitente de logística Marllon da Silva Vieira, a data para entrega da carta é feita após a convenção e homologação do dissídio.

“Teve a convenção e o dissídio foi aprovado em 3,5%, mas isso não foi homologado e nem informado aos mais interessados que somos nós. Acompanhamos pelo site e, em nenhum momento foi informado quando deveríamos entregar o documento. Eles falam que colocaram em um jornal, mas não temos como acompanhar diariamente. Tem que ser criado outros meios de comunicação, mas não há interesse deles. Esse sindicato não nos representa e me recuso a pagar”, afirmou.

A contribuição assistencial pode estar prevista no acordo coletivo e ter o desconto em folha dividido ou único. Seu percentual pode variar, mas gira em torno de um dia de trabalho, cobrada para dar suporte aos custos com atendimento médico, por exemplo. Entretanto, por decisão do Supremo Tribunal Federal, essa contribuição não pode ser compulsória. E cabe ao funcionário decidir ou não pagar por ela.

A equipe de reportagem de O SÃO GONÇALO, tentou entrar em contato com a direção do sindicato, mas um funcionário informou que não havia nenhum representante no local. Questionado se havia outros meios de contato como telefone e email, o mesmo funcionário disse que não daria contatos de ninguém. 

Recordando - Não é a primeira vez, que a entrega da carta de oposição gera conflitos. Em setembro do ano passado, o prédio onde funciona a SEC, na Travessa Cadete Xavier Leal, no Centro de Niterói, foi alvejado, por pelo menos seis tiros, por volta de meio-dia. O ataque aconteceu um dia após tumultos pelo fim do prazo da suspensão do desconto de contribuição sindical, que segundo os trabalhadores, foi estipulado pela diretoria de forma arbitrária.

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