Área de Preservação Ambiental em São Gonçalo usa energia solar
Local é o primeiro órgão público a utilizar energia renovável

Por: Marcela Freitas
O Sol que aquece durante o dia também é o que iluminará durante a noite. Em São Gonçalo, a Área de Preservação Ambiental (APA) do Engenho Pequeno, dá o pontapé inicial na cidade e, é o primeiro órgão público do município a produzir uma energia limpa e renovável.
Após assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre uma empresa de construção e a Prefeitura, em fevereiro do ano passado, o local recebeu investimentos que incluíram o plantio de mais de 6 mil mudas de árvores, reforma do local e a instalação de 18 placas solares. Quatro delas instaladas em postes ao longo da Rua Acácio Raposos, que leva a sede da Apa e 14 no telhado do imóvel.
De acordo com o engenheiro civil da empresa Prince–CPA3, Roberto Oliveira, responsável pela instalação dos equipamentos, foram investidos cerca de R$ 47 mil com a compra dessas placas, que favorecerá uma economia mensal média de 60% no gasto com a conta de energia elétrica.
“Os equipamentos acabaram de ser instalados e a perspectiva é que em 30 dias eles já possam estar operando. Estamos na dependência da Enel que deverá trocar o relógio. Eles pediram um pequeno ajuste no projeto que já foi feito. Como é um projeto novo na cidade a média é que se leve e 30 a 60 dias para sua conclusão e funcionamento. No Rio, também foi assim no inicio, mas hoje já conseguimos colocá-los em operação em 15 dias”, contou Roberto que é responsável também pelo processo de legalização das placas.
Os equipamentos têm duração em média de 20 anos e a expectativa é que em até 5 anos, a prefeitura consiga recuperar o valor investido com a economia que fará nas contas de energia elétrica.
A administradora da Apa Luciane Marinho, explicou que essa era uma vontade antiga da Secretaria de Meio Ambiente, mas só no atual governo o secretário Fael Abreu, conseguiu desengavetar o projeto do sistema fotovoltaico, que suprirá o consumo de energia da sede.
“O TAC firmado possibilitou que as medidas compensatórias ao município pudesse ser empregadas aqui na Apa. Estamos felizes em ver a renovação desse espaço, que recebe muitos turistas, praticante de esportes e escolas locais. Essas placas solares nos coloca como referência no município e a ideia é que outros órgãos posam no futuro também optar por uma energia limpa, ou seja que não gera poluentes para o meio ambiente”, explicou.
A revitalização da APA conta com a reorganização do espaço físico da área, instalação de vias pavimentadas, calçadas, jardins, auditório, oficina com depósito de equipamentos, viveiro de mudas, bicicletário, estacionamento e dois mirantes. O local também ganhará sistema novo de fossa e filtro, passagem para pedestres.
Mais eficiência energética
A Secretaria do Ambiente e o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), que aderiram ao Programa de Eficiência Energética, já sentem a diferença nos orçamentos: de setembro a novembro, os custos da área energética no prédio da instituição diminuíram em 14,29%.
O projeto foi iniciado através de uma chamada pública de 2015, da Concessionária de Energia Elétrica Light. A secretaria e o Inea apresentaram interesse e atenderam aos requisitos exigidos para as mudanças. O custo foi em torno de R$ 240 mil, sendo que a maior parte ficou a cargo da própria Light. Coube à Secretaria do Ambiente e ao Inea uma contrapartida referente à execução operacional (substituição das lâmpadas) e à aquisição dos equipamentos do sistema fotovoltaico.
A empresa Krasnrer realizou a instalação de 22 painéis fotovoltaicos no telhado do prédio para a geração de energia solar e a empresa de manutenção RJL2 do Inea foi responsável pela instalação de 2.209 lâmpadas LED em substituição às lâmpadas fluorescentes, que receberam descarte ecológico adequado, pela empresa ECoAssist.
O projeto foi finalizado no início de agosto pela Light e pela empresa parceira Casa do Futuro.
“Em pouco tempo, as mudanças já refletem na conta de luz. O importante desse projeto, além da parte financeira, é o benefício ambiental, por diminuir a emissão de gases de efeito estufa. O custo de troca das lâmpadas também é mais baixo”, disse o assessor da Superintendência de Mudanças do Clima da Secretaria do Ambiente, Paulo Nemy.
Com as placas fotossensíveis, mesmo quando não há atividades no prédio, o sistema gera energia, que é aproveitada posteriormente.
“Vamos levar a iniciativa para o Centro Cultural Encontro das Águas, que recebe treinamentos e ações culturais”, afirmou Nemy.