Niterói vira a segunda cidade mais nerd do país
Cidade aquece mercado nerd com jogos e eventos de encontro

A chamada cultura geek (expressão em inglês para viciados em tecnologia) vem se consolidando cada vez mais em Niterói. A cidade é a segunda mais nerd do país, perdendo apenas para Florianópolis, de acordo com o site Amazon.com.
Este é o segundo ano consecutivo que o município fica na vice-liderança atrás da capital catarinense. Em 2015, Niterói estava na quinta posição, depois de Rio Claro (São Paulo), Caruaru (Pernambuco), Florianópolis (Santa Catarina) e Santa Maria (Rio Grande do Sul). Segundo o levantamento realizado pelo site, o que faz a cabeça dos nerds de Niterói são os produtos do Batman, seguidos de downloads realizados entre os meses de abril de 2016 e 2017.
Além de movimentar o mercado geek na internet, o niteroiense aquece um mercado local nerd, resultando em novos espaços para jogos e eventos de encontro. O mais recente ‘point’ dos aficionados em jogos é a ZION, no centro de Niteroi.
A escola tem uma futurista arena de games, aberta ao público, que leva os alunos à loucura com jogos que vão desde óculos de realidade aumentada à simulador de corrida de alto padrão. Outra característica do espaço é uma escultura de 3 metros, desenvolvida com a mesma técnica utilizadas do maior museu de cera do mundo, Madame Tussaud. No Brasil existem esculturas desse gênero apenas nos museus de Petrópolis, Gramado, Manaus, Foz de Iguaçu, Aparecida do Norte e Niterói é a sexta cidade a apresentar a escultura hiper-realista.
Niterói apresenta também procura por profissionais da aérea, tanto que somente a Z Talent preencheu 80 vagas em apenas um final de semana.
Empregos - De acordo com o Ministério do Trabalho, apenas no primeiro semestre de 2018 a indústria niteroiense, incluindo o setor naval, fechou 233 vagas. No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit de emprego já chega a 743 desligamentos. Na indústria de jogos eletrônicos, no entanto, o total de vagas de emprego no setor subiu impressionantes 73% desde 2015 até hoje, no país.