Morador do Mutondo é conhecido como ‘tio’ do presidente eleito

Segundo o idoso, Bolsonaro serviu o Exército com ele por 15 anos

Enviado Direto da Redação
 Militar da reserva serviu no Exército com Bolsonaro por 15 anos

Militar da reserva serviu no Exército com Bolsonaro por 15 anos

Foto: Julio Diniz

O ditado popular “ Quem tem amigo não morre pagão” serve perfeitamente para descrever o militar da reserva Amaro Mendonça, 81 anos, morador do Mutondo, que é conhecido no bairro em que vive, como tio do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro.

A fama que se espalhou pelo local é antiga e surgiu a partir da relação de amizade que Amaro construiu com Bolsonaro, no Exército. Segundo ele, os dois serviram juntos por 15 anos, até que Bolsonaro deixou a carreira militar para se candidatar a vereador.

Apesar da diferença de idade, de 18 anos (Bolsonaro tem 63), Amaro garante que os dois tinham muitas coisas em comum como simplicidade e amizade com a tropa, o que fez com que se aproximassem.

Em 1988 quando se candidatou pela primeira vez, foi Amaro que trouxe Bolsonaro para São Gonçalo. Ele conta que o bairro visitado foi o Galo Branco e no dia choveu bastante e, o então candidato nem conseguiu fazer campanhas pelas ruas. Mesmo assim, através do “boca a boca”, Amaro conseguiu para ele mais de dois mil votos na cidade.

Dois anos depois uma nova vitória, desta vez, para deputado federal e foi Amaro que o ajudou novamente a conseguir votos na cidade. Ele conta que a partir daí pela diferença de idade, as pessoas passaram a chamá-lo de tio de Bolsonaro, mas ele garante que o tratamento entre eles é de irmãos.

“Ele me chama de irmão e é esse nosso tratamento um com o outro. Eu não sou político, mas sempre fiz questão de fazer campanha para ele. Fui até o Rio em caminhadas dele, e a última visita que ele fez a minha casa tem aproximadamente dois anos. Mas nos falamos. Eu tenho o telefone pessoal dele e sempre ligo para saber como está”, disse.

Amaro falou ainda sobre a tristeza, quando o presidente eleito foi esfaqueado no estômago em 6 de setembro, enquanto fazia campanha e interagia com eleitores na cidade de Juiz de Fora.

“Eu fiquei muito indignado com aquilo. Como podem fazer isso com o Jair? Mas assim como ele, eu o perdoaria”, disse.

Sobre a vitória em segundo turno, Amaro disse que não tinha dúvidas.

“Jair nunca perdeu uma eleição. Não seria dessa vez que isso aconteceria. Fiz campanha para ele e continuarei fazendo sempre que necessário. Gosto demais dele”, ressaltou.

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