Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Alunos ficam sem reposição das aulas após fim da greve em São Gonçalo

Paralisação durou 77 dias

relogio min de leitura | Redação 27 de outubro de 2018 - 10:24
Estudantes ainda não sabem como será a reposição das aulas
Estudantes ainda não sabem como será a reposição das aulas -

Por Marcela Freitas

Mesmo após o fim da greve na rede municipal de educação de São Gonçalo, segue em impasse a reposição das aulas perdidas durante os 77 dias, sendo 52 letivos, que os professores ficaram longe das salas de aula. Sem um acordo entre a categoria e Secretaria Municipal de Educação, o cronograma ainda não foi decidido.

Segundo a diretora do Sepe-SG, Maria do Nascimento, quando foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no Ministério Público ficou acordado que o sindicato mediaria a reposição e, em um prazo de 10 dias, ele deveria apresentar a proposta. Ainda segundo Maria, a categoria ficou aguardando uma portaria que orientaria a reposição.

“Saiu a portaria (79) e chamamos a comissão para trabalhar as propostas da categoria que incluíam aulas aos sábados, extensão de carga horária, trabalhos e estudos dirigidos para casa. Mas depois de prontos os projetos, a Secretaria decidiu por uma outra portaria e a emitiu na quinta-feira (25), desvinculando o ano letivo e estendendo a reposição até março de 2019”, explicou.

Maria disse que após a primeira portaria alguns profissionais já haviam realizado reunião com o conselho escolar e não podiam voltar atrás.

Sepe critica postura da Prefeitura

“Não temos como aguardar a Secretaria fazer portaria e mudar de ideia. Temos prazo com o MP. Mantivemos o que foi acordado e começamos a reposição de aulas. Vamos ver agora com o Ministério Público o que será decidido. Essa ideia é desvincular o ano letivo foi negada pelos pais por unanimidade. A desvinculação atrapalha quem está no 9º ano e também aqueles que mudam de município e estado e precisam se matricular em outras escolas”, disse Maria.

A cabeleireira Fabiana Cristina Santos, mãe de três estudantes da Escola Municipal Alberto Torres, confirmou que houve reunião para definir o calendário na escola de suas filhas.

“Em minha opinião, as aulas deveriam se estender até janeiro. Não creio que só em novembro e dezembro vai haver tempo para passar todo o conteúdo. Mas o que foi passado é que as aulas seriam repostas aos sábados e no período da tarde uma vez por semana”, contou.

No Colégio Municipal Raul Veiga, os alunos ainda não sabem como será feita a reposição de algumas disciplinas, entre elas História, em que o professor se ausentou durante a greve.

A Prefeitura afirmou que “o calendário escolar se estenderá até 2019 para fins de cumprimento do mínimo de dias e horas letivas estabelecidos na LDB.A recomposição dos dias letivos será realizada de 3 de novembro até 21 de março de 2019”.

Matérias Relacionadas