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Jovem de 19 anos sofre com problemas após cirurgia na garganta

Operação foi feita há quatro anos

relogio min de leitura | Redação 27 de outubro de 2018 - 08:34
 Larisssa Simone sofre com muitas dores, dificuldades de respiração e até sangramentos
Larisssa Simone sofre com muitas dores, dificuldades de respiração e até sangramentos -

Por Marcela Freitas

Uma “via-crúcis” para recuperar a saúde. Há quase quatro anos, a jovem Larissa Simone Macedo Balbino dos Santos, de 19 anos, busca uma reavaliação cirúrgica, após o procedimento de retirada de amígdalas, não ter ocorrido como deveria. O SÃO GONÇALO publicou o drama da jovem em 2017, mas dois anos depois, o quadro da moradora do Boa Vista, em São Gonçalo, só piorou.

Na manhã de ontem, uma equipe de reportagem esteve no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), em Niterói, a pedido da mãe de Larissa, Maria das Dores de Jesus, de 58 anos, mas apesar de ter sido responsável pelo procedimento que mudou a vida da jovem, nenhum especialista quis atendê-la.

Maria das Dores conta que a cirurgia para dar fim às inflamações de garganta tornou-se um pesadelo na vida de Larissa, que convive com fortes dores, dificuldades de respiração e sangramentos.

Internada no dia 25 de novembro de 2014 para a realização da cirurgia, Larissa foi liberada no dia seguinte. Na ocasião, segundo a mãe, ela teria sido operada por uma estudante durante aula prática. Na mesma semana, a paciente começou a sentir dores no lado esquerdo do rosto e ter sangramentos na garganta. Ela voltou ao hospital, tomou medicação, mas não melhorou.

Com a continuidade dos sintomas, o retorno da jovem ao hospital virou uma desagradável rotina. No entanto, com o passar do tempo, ela parou de ser atendida na unidade, que alegou que o prontuário estava fechado.

Larissa percorreu outros hospitais e sempre ouviu que precisa voltar ao lugar onde foi operada. Hoje, quatro anos após o procedimento, a jovem não tem dúvidas que houve erro médico e, agora, sofre com um cisto do lado esquerdo da garganta que reflete em fortes dores em todo o corpo.

“Minha vida está parada. Eu nunca quis fazer essa cirurgia, mas minha mãe aconselhou porque ficava com a garganta inflamada com frequência. Mas se soubesse do que estava por vir nunca teria feito. Não estudo e não trabalho porque passo quase todos os meus dias de cama. É uma semana bem e o restante do mês com inchaços e sangramentos”, contou.

Maria das Dores disse que lamenta em ver a filha nessa situação.

“Eu não durmo direito porque ela tem dificuldades de respirar e quando está em crise tenho medo que algo ruim aconteça. Precisamos que ela seja reavaliada e operada. A garganta dela ficou muito feia depois do procedimento e ainda tem um cisto. Estou implorando por ajuda”, ressaltou.

 O Huap não enviou uma resposta sobre o caso até o fechamento desta edição.

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