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Ruas de São Gonçalo estão com 'sujeira a céu aberto'

Ausência do serviço de limpeza deixa ruas com 'montanhas' de lixo

relogio min de leitura | Redação 07 de setembro de 2018 - 08:13
É visível a sujeira em ruas da grande circulação da cidade, como na Feliciano Sodré, no Centro
É visível a sujeira em ruas da grande circulação da cidade, como na Feliciano Sodré, no Centro -

Por Marcela Freitas

Sem contrato para manter as limpezas das ruas de São Gonçalo, a ausência do serviço já começa a ser notada em vários bairros da cidade. Na manhã de ontem, uma equipe de O São Gonçalo, visitou os bairros de Rocha, Centro e Alcântara e o que se viu foram calçadas, ruas e meios fios cobertos de lixo.

Apesar de o órgão informar que o serviço de varrição está sendo feito por funcionários da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, até que seja finalizado o processo de licitação, nenhuma equipe foi encontrada na Avenida Maricá e Salvatori, no Rocha; Coronel Rodrigues e Feliciano no centro e Palmira Ninho e Yolanda Saad Abuzaid, em Alcântara.

“A varrição aqui era feita quase que diariamente pela manhã, mas há algum tempo ninguém não estamos vendo ninguém realizando o serviço na Coronel Rodrigues”, disse o atendente de lanchonete Luan da Matta, 24 anos.

Em Alcântara, de acordo com o presidente da Associação Comercial, Empresarial, Industrial e Rural de Alcântara (Aceira), Fabiano Rodrigues, a limpeza mesmo com a empresa contratada sempre foi ineficiente e, por essa razão, há dois anos, a Aceira optou por contratar um serviço próprio de limpeza, que garanta aos comerciantes o direito de abrir suas lojas.

O custo mensal para realização da limpeza é de aproximadamente R$ 2 mil ao mês. Dois funcionários se revezam na varrição de segunda a sábado há dois anos.

“A Varrição da Prefeitura sempre foi ineficiente pela forma que eles tratam do centro comercial Alcântara. O pessoal da prefeitura costuma varrer as ruas, por volta das 9h. Neste horário já trafegaram cerca de 20 mil pessoas pelo calçadão, se contarmos que o fluxo começa às 6h. Para piorar muitas vezes nem havia varrição na segunda-feira. Não queremos que o nosso munícipe ande em um ambiente sujo. Nosso custo é elevado, já que pagamos todos os impostos para que o serviço funcione e isso não acontece. Infelizmente se a gente parar o Alcântara vira um caos”, disse.

Fabiano, que completou informando que além da varrição a associação tem se preocupado em lavar o calçadão a cada 15 dias.

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