Universitária cria cartilha para orientar mães sobre seus direitos
No Facebook, Fernanda esclarece dúvidas sobre a maternidade

Por: Marcela Freitas
Quando a menina nasce, desde muito pequena ela aprende a brincar de ser mãe. Mas a maternidade floreada ainda na infância com as bonecas, ganham novas características, quando a menina, agora mulher, é colocada à prova e recebe a missão de cuidar de um novo ser. E, é nessa hora que surgem mil dúvidas. Será que vou dar conta? Onde ficam meus planos? Tenho que deixar minhas ambições de lado pela missão de “maternar”?
Segundo a estudante de Jornalismo, Fernanda de Azevedo, de 27 anos, e mãe da pequena Catarina, 8 meses, a resposta é não. A universitária, inclusive, resolver criar a página no Facebook, “Sou mãe, minha viagem importa”, para através da literatura, ajudar as mulheres a terem uma visão da maternidade informada, ou seja, a ideia é que as mães consigam, através da página, saber e entender sobre seus direitos sejam eles em relação ao parto, à amamentação e até mesmo na vida profissional.
Fernanda, que sempre esteve engajada em projetos para o bem do outro, viu após sua gestação que poderia ampliar seus conhecimentos. Foi então que buscou ajuda de outras mulheres e, antes do nascimento de Catarina, e mergulhou no universo materno através do grupo Matriz.
Estudante compartilha estudos
Fernanda, que teve acompanhamento de uma doula em seu parto normal, decidiu que poderia ajudar outras mulheres, que assim como ela, tinham seus gritos purperais presos na garganta e, foi então, que nasceu em julho, a página na qual ela compartilha estudos sobre maternidade.
“Antes e depois de parir, escutei muito das pessoas: nasce um filho, nasce uma mãe. Eu discordo. E faço, inclusive, uma releitura particular dessa afirmação. Eu digo: nasce um filho, nasce uma militante. Sim, toda mãe é militante, seja qual for o formato que exerça sua militância. Maternidade em nada lembra uma foto linda emoldurada e pendurada na parede. Maternidade é luta diária. É se doar. É conhecer e reconhecer direitos. É uma forma de conquistar espaços que muitas vezes não foram feitos, pensados em nós”, argumentou a futura jornalista.
Livro está entre planos futuros
Ainda segundo Fernanda, escrever foi a forma que ela encontrou de ser protagonista de sua história, mesmo que em um momento em que o bebê parece ser o centro de tudo. “A ideia é produzir conteúdos diários”, afirmou.
Fernanda, que pretende colocar todas as suas experiências em um livro,, mostra ainda que a mulher pode ser empreendedora. Ela agora comercializa a confecciona “sling wraps”, que são panos para carregar bebês junto ao corpo da mãe. Para conhecer a página de Fernanda basta clicar em: https://www.facebook.com/minhaviagemimporta/?timeline_context_item_type= intro_card_work&timeline_context_item_source=100002406926713& fref=tag ou instagran: @minhaviagemimporta