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Limpeza das lixeiras de São Gonçalo não está sendo realizada

Comerciantes que retiram os detritos dos equipamentos

relogio min de leitura | Redação 22 de agosto de 2018 - 09:36
É fácil observar em vias de grande circulação, como na Rua Salvatori, a falta dos equipamentos
É fácil observar em vias de grande circulação, como na Rua Salvatori, a falta dos equipamentos -

Por: Marcela Freitas
 

Uma cidade limpa e bem cuidada é sinal de serviço público bem prestado. Mas este, infelizmente, não é o caso de São Gonçalo, que sofre com a falta de limpeza e manutenção das vias. Mas nem mesmo quando a Prefeitura tenta acertar, ela consegue, já que a falta de critérios, como a simples instalação de uma lixeira, contribui decisivamente para limpeza e cuidado dos bairros.

Assim, enquanto faltam lixeiras em vias de grande circulação, como é o caso da Rua Salvatori, que liga o Rocha ao Centro, em outros pontos com pouco movimento como, por exemplo, na Rua Bispo Dom João da Matta, no Laranjal, sobram equipamentos. O SÃO GONÇALO mostrou esse problema, na edição do último dia 16.

Questionada, a Prefeitura explicou que “o critério para instalação das lixeiras leva em consideração locais movimentados e com grande circulação de pedestres”. Não é o que, no entanto, pode ser visto ao circular pela cidade.

Ainda segundo o governo municipal, cada equipamento custa em torno de R$ 91 e foram adquiridos 5 mil, ou seja, um gasto de R$ 455 mil só com lixeiras. Se não bastasse esse custo, a Prefeitura informou que está sendo firmado um novo contrato para aquisição de mais 1,5 mil unidades.

Lixeiras sujas – Mas como se não bastasse a má distribuição do mobiliário urbano, a limpeza e manutenção não vêm sendo feitas pelo poder público. Na Rua Bispo Dom João da Matta, por exemplo, onde foram instaladas 47 lixeiras, em um trecho de apenas um quilômetro, são os próprios comerciantes que precisam retirar o lixo.

Valdeir Gonçalves, de 57 anos, disse que os equipamentos foram instalados há um mês e, desde então, ninguém foi ao local limpar.

“Quem esvazia a lixeira somos nós. Como é próximo ao colégio, ela lota rapidamente e, para evitar deixar tanta sujeira acumulada, eu limpo todos os dias. Só que temos dificuldade para retirar o lixo do fundo. Para abrir o equipamento, é preciso de uma chave que só os funcionários da Prefeitura têm, então eu tento recolher como dá”, disse o comerciante.

Ricardo dos Santos, 60, disse que também limpa as lixeiras.

“Aqui são os moradores e comerciantes que cuidam da região. Eu varro, coloco lixo nas sacolas e ajudo a retirar o lixo das papeleiras. Ninguém da Prefeitura faz nada aqui”, disse.

‘Explicação’ - A Prefeitura de São Gonçalo culpou, em nota, a população pelo vandalismo para justificar a falta dos equipamentos em pontos de grande circulação de pessoas.

“Como já informado anteriormente, no período de um ano, centenas de lixeiras já foram danificadas ou roubadas pela própria população, onerando os cofres públicos. Este fato também deve ser destacado, uma vez que, além das despesas com a instalação, a Prefeitura está tendo que gastar mais do que o esperado com a manutenção, já que não está havendo preservação do bem público”, disse o governo em nota.

“É importante destacar que o município ainda não adquiriu as 1,5 mil novas lixeiras. Este número é apenas uma estimativa da Subsecretaria de Limpeza Urbana e, também, vale ressaltar que o valor individual de cada unidade é somente pago uma vez que elas são instaladas”, completou a nota.

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