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Profissionais de Educação da rede municipal de São Gonçalo vão entrar em greve

A paralisação começa nesta sexta-feira

relogio min de leitura | Redação 30 de julho de 2018 - 12:54
Categoria realizou assembleia na manhã desta segunda
Categoria realizou assembleia na manhã desta segunda -

“Pague o piso, Nanci”. Com base na afirmativa que os profissionais de Educação da rede municipal de São Gonçalo decidiram, por unanimidade, decretar greve da categoria a partir da próxima sexta-feira (3). A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-SG), no Colégio Municipal Castello Branco, na manhã de ontem.

Mais de 300 profissionais da rede pública municipal, como professores, merendeiras, inspetores de alunos e orientadores educacionais, participaram da votação. Durante a assembleia, ficou decidido também que, durante as próximas 72 horas, como é exigido por lei para começar a greve, os profissionais estarão nas unidades de ensino onde trabalham com redução de carga horária para dialogar com os pais e colegas da unidade.

De acordo com a diretoras do Sepe-SG, Maria do Nascimento, a categoria pede que seja cumprido o acordo firmado para equiparação do piso dos professores com o piso nacional, que é de R$ 1.350 para 22 horas de trabalho. Atualmente, o professor que ingressa na rede recebe R$ 933.

“Para nós, essa decisão de greve por unanimidade é uma grande vitória. Isso mostra que todos os profissionais estão tendo o entendimento que é preciso lutar junto. Tivemos essa certeza hoje (ontem) com a união de todos os profissionais na votação. Somente com essa representatividade, vamos conseguir reverter esse quadro”, disse a diretora.

Na próxima segunda-feira (6), no mesmo local, a partir das 9h, haverá nova assembleia que determinará os rumos do movimento e atividades.

Recordando - Desde 18 de junho, os profissionais da rede municipal de Educação estão trabalhando com redução de carga horária. Neste período, houve três paralisações e duas manifestações em frente à Prefeitura.

Nota - A Secretaria Municipal de Educação esclareceu que “não houve rompimento do acordo feito com os professores. O que existe é a pendência de uma decisão jurídica sobre a necessidade ou não de procedimento legislativo. Assim que a questão for resolvida, o pagamento deverá ser feito”.

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