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Defesa Civil divulga balanço sobre ocorrências do verão

São Gonçalo registrou 20 deslizamentos na estação

relogio min de leitura | Redação 26 de junho de 2018 - 10:11
Cinco famílias ficaram desabrigadas após deslizamento no bairro Estrela do Norte em janeiro
Cinco famílias ficaram desabrigadas após deslizamento no bairro Estrela do Norte em janeiro -

Bolsões nas rodovias e ruas principais da cidade, móveis danificados descartados nas esquinas, vias com crateras e canalizações à mostra, residências ao chão. Os gonçalenses conhecem bem os danos causados pela força das chuvas e sofreram com o impacto do volume de água neste ano. E os fenômenos são comprovados pelos números. Embora não esteja entre os recordistas em prejuízos, São Gonçalo registrou 20 deslizamentos, seis desabamentos, 16 alagamentos e três inundações, segundo balanço da Secretaria de Estado de Defesa Civil.

Os dados são ainda mais expressivos em Niterói, onde os deslizamentos chegaram a 58. O município registrou 12 desabamentos e dois alagamentos. Itaboraí também aparece no mapeamento com sete deslizamentos e uma ocorrência para os demais prejuízos. Maricá, por sua vez, se destacou em relação a alagamentos, com 17 casos, além de cinco deslizamentos e um desabamento.

O balanço foi lançado, ontem, com as principais ocorrências de todo o Estado do Rio de Janeiro. Os dados foram coletados junto às coordenações municipais de Defesa Civil e abrangem o período de dezembro de 2017 a março de 2018. Entre os campeões de registros de deslizamentos estão a capital (316), Petrópolis (277) e Cachoeiras de Macacu (107). No quesito alagamento, Nova Iguaçu contabilizou um total de 75 ocorrências, seguido por São Pedro da Aldeia (52) e Campos dos Goytacazes (50).

O objetivo do levantamento é mapear as ocorrências mais comuns em cada localidade e quais ações de prevenção têm sido realizadas, entre elas apoio em eventos na prevenção e preparação, comunicação de riscos de desastres às agências municipais de Defesa Civil, realização de exercícios simulados; mobilização de recursos humanos, apoio logístico e assessoria técnica nos processos de decretação de situação de emergência.

Na Região Metropolitana, Niterói recebeu mais vistorias de identificação de risco geológico: 198 ao longo dos quatro meses analisados. São Gonçalo fica em segundo, com 26 vistorias, seguido por Maricá, que recebeu sete ações da Defesa Civil. Itaboraí não foi alvo de nenhuma vistoria.

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