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Moradores do Salgueiro sofrem com a falta de infraestrutura

Ruas do bairro estão alagadas de esgoto

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 01 de junho de 2018 - 10:28
Mesmo sem chuva, as ruas do bairro Palmeiras ficam alagadas
Mesmo sem chuva, as ruas do bairro Palmeiras ficam alagadas -

Por Sany Medeiros e Samara Oliveira

Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, estão sofrendo com transtornos que já duram há cerca de um ano. Os problemas de falta de iluminação, pavimentação, esgoto e rede pluvial entupidas afetam todo o bairro das Palmeiras. No entanto, as vias que apresentam estado mais crítico são as principais, que dão acesso a Escola Municipal Marcílio Dias e à Creche Natalino Muniz de Oliveira.

Na Estrada das Palmeiras, apesar de ter pavimentação, sobram alagamentos e moradores lamentam a situação. “Isso aqui está um absurdo. O bairro todo está largado e as crianças que vão para a escola precisam passar pela lama suja. Elas chegam à escola com meias e tênis todos sujos. Descaso total da prefeitura de São Gonçalo com a gente”, disse o líder comunitário da região, Fábio Anderson Xavier de Oliveira, de 35 anos.

Já as ruas Deputado Humberto Donati, Deputado Gil Augusto, Deputado Joaquim da Silva Rosa e Deputado José de Paula Pires, que dão acesso à creche, não têm pavimentação e, mesmo sem chuva, as ruas têm muita lama, o que dificulta a entrada de veículos que prestariam serviços para a creche. “Infelizmente, nós que temos que ficar doando água para a creche porque o caminhão da Cedae não está chegando lá e, além disso, nenhum carro de alimento consegue entrar para abastecer o local e a creche continua funcionando normalmente”, disse Fábio.

Além de todo problema enfrentado para ir e vir no bairro, moradores relatam que o local todo está cheio de ratos, o que já ocasionou a morte de duas pessoas por leptospirose desde que os problemas começaram. De acordo com as denúncias, a prefeitura mandou uma equipe ao local que só espalhou remédios pela rua, mas não resolveu o problema dos vazamentos até hoje.

“Os ratos estão se proliferando no bairro inteiro e, em janeiro desse ano, esse bueiro transbordou cinco vezes. Quando isso aqui alagou no ano passado, nós ficamos abrigados no colégio e a minha irmã morreu de leptospirose logo após cair num bueiro. Infelizmente, se nós quisermos uma melhor condição de vida ou saúde, temos que pagar um serviço particular. Estamos abandonados”, lamentou a técnica em segurança do trabalho, Jaqueline da Cruz Pereira, 33.

Respostas – A assessoria de imprensa da Cedae informou que o serviço voltou a funcionar normalmente. A Cedae atendeu com carro-pipa, na última terça-feira, a Escola Municipal Marcílio Dias. A Prefeitura de SG informou que equipes da área operacional do órgão estiveram no local e vem mantendo diálogo com representantes dos moradores. Sobre a suposta aplicação do "veneno" contra ratos, o governo municipal revelou que informação não procede e que a falta de pavimentação é fruto do abandono durante décadas.

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