‘Calote’ da Prefeitura de São Gonçalo gera crise em entidades conveniadas
Instituições reclamam da demora e da falta de diálogo
Por Marcela Freitas
Na Educação Gonçalense, além da falta de profissionais, estruturas e baixos salários, as entidades vinculadas à prefeitura reclamam do aumento das burocracias para receber os repasses firmados em acordos anteriores e da falta de diálogo com a atual chefe de gabinete, Eliane Gabriel, a esposa do prefeito, considera a “dama de ferro”, da gestão municipal.
Sem essa verba, a educação da cidade está ficando sucateada e muitas entidades fecharam ou correm de encerrar suas atividades. Como foi mostrado por O SÃO GONÇALO na edição de ontem, a creche escola Instituição Social de Amor e Amparo às Crianças (Isaac), no Mutondo, corre o risco de encerrar suas atividades. A unidade, que atende 60 crianças de 2 a 5 anos, foi fundada em 2005 e desde 2009, mantém convênio com a gestão municipal.
Com atrasos de 9 meses e sem quitar uma divida superior a R$ 162 mil, a Prefeitura de São Gonçalo, coloca em risco a educação destas crianças e o emprego de muitos pais que necessitam deste serviço para mantê-las sob cuidados enquanto eles trabalham.
A assistente administrativa Fernanda Cormack, 38 anos, disse que a burocracia tem sido o maior desafio para lidar com essa gestão. “Desde que iniciamos o convênio esse tem sido o governo mais difícil de dialogar. Para mantermos nossos pagamentos e documentações em dia precisamos receber”, explicou.