Cresce número de pessoas em situação de rua

Casa das Artes Vila Real vira 'teto' de desabrigados

Escrito por Redação 08/05/2018 10:29, atualizado em 08/05/2018 10:24
>> Uma mulher, que vive no local com o marido, disse que eles moram na rua por falta de trabalho
>> Uma mulher, que vive no local com o marido, disse que eles moram na rua por falta de trabalho . Foto: Divulgação


Cresce o número de pessoas em situação de rua, nos arredores da Casa de Artes Vila Real, no Zé Garoto, em São Gonçalo. O local, administrado pelo poder público municipal, realiza diversas atividades culturais gratuitas, principalmente ligadas às artes plásticas, e vem se tornado um novo ponto de usuários de drogas. O começo da ocupação foi mostrado em outubro do ano passado, por O SÃO GONÇALO, quando na época, cerca de 30 pessoas utilizavam o espaço como “moradia”. Agora, segundo os próprios moradores da região, são mais de 50 pessoas que utilizam a área.

A inércia da Prefeitura de São Gonçalo, associada à falta de oportunidades, fez crescer o número de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social no local.

 A situação tem trazido preocupação também aos comerciantes do entorno, que afirmam ter aumentado também o número de delitos na área.

 “Durante o dia, eles ficam espalhados e fica difícil ter uma ideia do que essa área se torna quando anoitece. São famílias inteiras vivendo em condições precárias. Antes, era apenas o teto da Casa das Artes, mas agora a ocupação se estende para a calçada”, reclamou um comerciante.

Segunda uma moradora de rua, de 23 anos, ela vive no local com o marido por falta oportunidades.

“Vou todos os dias no centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) para tomar banho e café. Hoje, (ontem) me falaram que perdi o direito à refeição porque tenho renda. Eu só vendo balas na rua, justamente pela falta de oportunidade”, afirmou.

A Prefeitura de SG informa que o programa conta com espaço para higiene pessoal, alimentação e, ainda, com espaço para descanso, e é um local de efetivo trabalho da secretaria, no suporte para moradores de rua e aos chamados passantes. O atendimento à população de rua é feito com serviço de abordagem social ou busca espontânea desses usuários, informou o órgão.

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