Escola de Marambaia está sem professores
Segundo funcionários, a quantidade de docentes é insuficiente

Por Marcela Freitas
A falta de professores de apoio na rede municipal de educação de São Gonçalo compromete a educação inclusiva nas escolas. A carência de profissionais obriga muitos professores a fazerem dobras e atenderem a mais de uma criança com necessidades especiais ao mesmo tempo. Há mais de uma semana, O SÃO GONÇALO mostra a falta de investimentos da Prefeitura de São Gonçalo na rede municipal de ensino e uma das maiores críticas dos professores e pais de alunos é quanto a falta deste profissional.
Na Escola Municipal Filadélfia, em Marambaia, que tem atualmente 330 alunos, seis estudantes possuem necessidades especiais e deveriam ser assistidos por um professor de apoio, mas a unidade tem apenas duas profissionais, uma que faz dobra e outra que foi deslocada para escola esta semana. Segundo funcionários, o numero é insuficiente.
Entretanto, a justificativa seria que nem todos os estudantes tem a necessidade de ter um professor de apoio, mas o recomendado é que cada profissional seja responsável por auxiliar, no máximo, dois alunos. “Muitos alunos têm múltiplas deficiências, o que torna o trabalho mais difícil. Há alunos que tem dificuldades de ir ao banheiro, o que demanda uma atenção especial”, disse.
De acordo com os pais, para garantir o acompanhamento deste profissional estão sendo exigidos vários documentos e laudos, o que inviabiliza a luta por uma educação inclusiva.
Atento a essa e outras denúncias, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) de São Gonçalo encaminhou ao Ministério Público um dossiê sobre a carência de profissionais na rede municipal.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação esclareceu que foi feito um concurso e inicialmente foram chamados cem professores de apoio. Desse total, já foram convocados 70, mas apenas 30 aceitaram ficar na rede. Essas demandas, conforme vão aparecendo, a secretaria vai atendendo. Assim que há a solicitação, a criança com deficiência é atendida pelo professor de apoio. A unidade irá receber mais profissionais nos próximos dias.