Diretora quer convocar pais de alunos para fazer ‘obras’ em escola de São Gonçalo
Recentemente, projeto de uma igreja realizou reparos na unidade

Por Daniela Scaffo
A Prefeitura de São Gonçalo afirma ter feito melhorias no Colégio Castello Branco, um dos mais tradicionais da cidade, no Boaçu. No entanto, na mesma semana que completou 48 anos e foram divulgadas algumas mudanças na escola, ele também foi indicado para receber serviços de voluntários de uma igreja evangélica, que fizeram trabalhos de capina, limpeza e pintura. Há, ainda, um movimento na escola para que pais e alunos ajudem a fazer a manutenção do prédio. O pedido é da própria diretora da unidade, Mônica Cristina de Souza Freitas .
Os serviços que eram para terem sido executados pela prefeitura do município, precisaram de auxílio do Programa Mundial “Mãos que Ajudam” de Ajuda Humanitária e Serviços Comunitários da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Na ação, 137 voluntários do “Mãos que Ajudam” capinaram e fizeram a limpeza do pátio da escola, além da pintura da parte de trás, que atende aos alunos do ensino fundamental 1, que vai do 1º ao 5º ano.
A escola foi beneficiada pelo projeto após contato de membros do programa com a Secretaria Municipal de Educação, que identificou algumas escolas que necessitavam dos serviços. “Estivemos em visita à Secretaria de Educação e fomos atendidos pela subsecretária. Fizemos uma apresentação do programa e solicitamos que nos indicassem, pelo menos, três escolas que pudéssemos visitar e entender suas carências. Nós levaríamos a mão de obra com voluntários e a contrapartida da prefeitura seria o fornecimento do material necessário para execução da ação”, disse a diretora de Assuntos Públicos da igreja, Célia Maria dos Santos.
Mônica Cristina disse que, como a escola é muito grande, eles priorizaram a pintura externa do prédio. “Foram pintadas paredes, pilastras e o chão. Também foi feita a limpeza de toda área externa, onde comporta o estacionamento da escola, arquibancada e o acesso ao prédio do primeiro segmento”, conta.
A diretora ficou tão satisfeita com o resultado que já está pensando em repetir a experiência. “Com todo esse gás que a gente ganhou, a boa vontade das pessoas, a gente deu uma super energizada e eu vou começar a fazer um movimento na escola, um mutirão com pais e alunos para que possamos pintar também o prédio do segundo segmento”, afirmou.
Na semana de aniversário do colégio, comemorado em 11 de abril, a prefeitura divulgou que a escola passou por reformas no prédio, que teria recebido a troca de todas as portas das salas de aula, instalação de nova iluminação, além da reforma da cozinha e do refeitório. O esclarecimento foi divulgado após reportagem de O SÃO GONÇALO, publicada no dia 10 de abril, descrevendo o abandono da unidade, que atende cerca de dois mil alunos e conta com mais de 200 professores.
Na matéria, são mostrados os vídeos divulgados através das redes sociais, onde é possível ver a escola completamente alagada em um dia de forte chuva. Com vários vazamentos no teto, a água escorria pelas escadas. E mesmo em dias de sol, os problemas se repetem com problemas na parte elétrica, vidros quebrados, falta de bebedouros, materiais armazenados precariamente e infiltrações nas paredes.