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Escola de São Gonçalo não oferece merenda por falta de profissionais

Sem cozinheira, colégio libera alunos 30 minutos antes do previsto

relogio min de leitura | Redação 19 de abril de 2018 - 09:53
Mães já se ofereceram para fazer o serviço voluntário mas a unidade alegou que não é possível
Marlucia Mauricio
Aline Brasil
Luana Alves
Mães já se ofereceram para fazer o serviço voluntário mas a unidade alegou que não é possível Marlucia Mauricio Aline Brasil Luana Alves -

Por Marcela Freitas

A falta de merendeiras no Colégio Municipal Beatriz Eliane Cordeiro dos Santos, na Vila Candoza, em São Gonçalo, está comprometendo o funcionamento da escola e obrigando a direção a liberar os estudantes 30 minutos antes do tempo previsto e com fome.

De acordo com profissionais da escola, se não bastasse a falta de professores de apoio e profissionais da limpeza e segurança, a direção tem que lidar agora com mais este obstáculo. O problema começou no início do ano letivo, quando alguns profissionais foram dispensados sem que houvesse reposição.

“Nas primeiras semanas eles recebiam de lanche dois ovos cozidos ou biscoitos com suco, mas agora nem isso tem mais. Na cozinha, tem apenas uma funcionária terceirizada que não dá conta de preparar o almoço de mais das mais de 400 crianças que estudam aqui. Fico triste porque para muitas delas a refeição na escola é a única que elas vão receber no dia. Nossa escola fica em uma área considerada de risco, e muitas pessoas vivem em situação de vulnerabilidade social”, disse um funcionário, que pediu para não ser identificado.

A dona de casa Aline Brasil, 31, que tem dois filhos estudando na unidade, disse que está disposta a prestar o serviço voluntariamente.

“Não teria problema algum de vir ajudar no preparo do alimento, mas eles alegam que não é possível. Faríamos por amor aos nossos filhos e às outras crianças”, disse.

A diretora do Sindicado Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de São Gonçalo, Maria Nascimento, disse que a entidade já enviou várias denúncias ao Ministério Público sobre a falta de profissionais na rede municipal de ensino.

“Em quase toda unidade da rede há algum tipo de carência”, revelou.

Respostas - A Secretaria Municipal de Educação disse que “muitos professores aprovados em concurso e chamados para atender as demandas não aceitam ou abandonam a vaga em unidades distantes”. Quanto à questão de funcionários da limpeza, o órgão informou que “a escola receberá novos profissionais nos próximos dias”.

E sobre a falta de merendeiras, “será realizada visita à escola e, caso seja constatada a necessidade, será feito levantamento para remanejamento ou contratação de novos profissionais para atender a demanda”, completou a nota da Secretaria.

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