População de rua sem atenção em São Gonçalo
OSG flagrou muitas pessoas vivendo nas ruas da cidade sem assistência do poder público

Por Daniela Scaffo
Praças e vias movimentadas no Centro de São Gonçalo viraram abrigo para moradores de rua na cidade. Na manhã da última quinta-feira, O SÃO GONÇALO flagrou várias pessoas em condições de rua, sem receber nenhum trabalho de assistência social por parte do poder público municipal.
Dois dos casos foram encontrados na Praça Luiz Palmier, mais conhecida como Praça do Rodo. Uma das pessoas se identificou como Madeline mas estava visivelmente desorientada.
Ela contou que tem 48 anos e que mora nas ruas de São Gonçalo, porém deseja voltar para a casa da família, em Rio Bonito. A mulher carrega uma bolsa com objetos de higiene pessoal, roupas e maquiagens.
Um outro morador de rua que estava na praça se misturou entre as pessoas que caminhavam no local ao perceber a aproximação da equipe de reportagem.
Já na Rua Sá Carvalho, também no Centro, duas pessoas em situação de rua dormiam tranquilamente na sombra de uma árvore, usando cobertores, apesar do intenso calor.
Outro ponto em que foi localizada uma pessoa desabrigada foi na Rua General Barcelos, esquina com a Moreira César. Um homem usando sapatos aparentemente novos se distraia enquanto estava deitado em um papelão.
Local comum que abriga diversos moradores de rua é a Casa das Artes Villa Real, que fica próximo ao Pronto Socorro Central, no Zé Garoto. Na manhã de quinta-feira, nenhum deles estava no local, no entanto restos de quentinhas e papelões eram sinais visíveis de que pessoas “vivem” no local. Moradores de residências da região reclamaram da situação.
“Aqui ficam uns 10 moradores de rua. Eles são agressivos e muitos usam drogas. A Prefeitura deveria intervir nessa situação, mas ninguém faz nada”, disse uma pessoa que preferiu não se identificar.
Em Alcântara, embaixo do viaduto, populares fizeram até mesmo uma espécie de “casa” improvisada, que conta até com sofá, colchonete, cortinas e outros objetos pessoais.