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Familiares de jovem baleado por PMs recebem doações após reportagem de OSG

Caso aconteceu em Maria Paula, há cinco anos

relogio min de leitura | Redação 31 de março de 2018 - 09:12
Imagem ilustrativa da imagem Familiares de jovem baleado por PMs recebem doações após reportagem de OSG

Duas semanas após O SÃO GONÇALO mostrar o drama do ex-mototaxista Gabriel de Souza da Cruz Machado, de 23 anos, que ficou tetraplégico ao ser baleado com um tiro na cabeça há cinco anos por PMs ao tentar escapar de uma blitz em Niterói, a família do jovem começa a ter esperanças de dar mais qualidade de vida a ele.

Algumas pessoas se sensibilizaram com as dificuldades da família e entraram em contato para doar uma nova cadeira especial, fraldas e outros insumos necessários para Gabriel. Além das doações, o processo judicial para fornecimento de medicamentos por parte da Prefeitura de Niterói também está prestes a acontecer.

“Após a reportagem, tivemos algumas boas notícias. Uma amiga da nossa família mostrou o vídeo para um conhecido que se sensibilizou com o nosso pedido e vai nos doar a cadeira que Gabriel tanto precisava”, contou a mãe Fátima Machado, que se disse também emocionada com ligações de interessados em ajudar com fraldas e produtos farmacêuticos.

E após ser solicitado o laudo médico e orçamentos de três farmácias da região, o advogado da família compareceu essa semana à Fundação Municipal de Saúde de Niterói com os documentos para dar entrada no pedido de recebimento gratuito dos medicamentos para Gabriel.

A Prefeitura de Niterói informou que “aguarda o andamento do processo judicial para dar continuidade ao caso”.

Os interessados em ajudar, podem entrar em contato pelos telefones 97137-8962 e 2619-7133.

Relembre o caso: Segundo a família, que na época do crime morava no Badu, região de Pendotiba, Gabriel tinha ido buscar passageiros no bairro de Maria Paula, quando avistou uma blitz da Polícia Militar. Como não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), entrou em outra rua, foi perseguido e alvejado pelos disparos dos policiais militares, sem chance de reação.

Na época, dois cabos e um sargento do 12º BPM (Niterói) acusados do crime foram indiciados por tentativa de homicídio e afastados do trabalho na rua, além de terem as armas apreendidas.

Além do inquérito instaurado na 79ª DP (Jurujuba), onde o caso foi registrado, foi aberto outro policial militar. Entretanto, a família não teve mais informações sobre o caso e não sabe qual foi o desfecho das investigações.

O caso foi noticiado por O SÃO GONÇALO, em 11 de agosto de 2013.

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