Loja corre risco de desabar após obra no térreo do prédio
Além de rachaduras, há afundamento do chão e estufamento de piso

Uma loja de aluguel e venda de roupas para casamentos, localizada no segundo andar de um imóvel na Rua Zeferino Reis, no Centro de São Gonçalo, corre o risco de desabar depois que uma obra no térreo comprometeu sua estrutura. Segundo o proprietário do estabelecimento, o local chegou a ser interditado pela Defesa Civil municipal, mas foi liberado em seguida.
De acordo com Luiz Cláudio de Amorim, de 63 anos, dono da loja ‘Casarão das Noivas’, a obra que afetou seu estabelecimento aconteceu, em agosto de 2017, e de imediato causou danos estruturais. Segundo o lojista, além das diversas rachaduras nas paredes, já houve afundamento do chão e estufamento de piso em alguns cômodos. “Eles realizaram a obra e faltou sustentação para o segundo andar. O que foi feito não aguentou e minha loja começou a descer. As rachaduras estão crescendo”, disse o lojista.
Pouco depois do início da obra, ainda em agosto do ano passado, Luiz acionou a Defesa Civil que, após uma inspeção, decidiu interditar o imóvel. No entanto, segundo o proprietário do estabelecimento, em janeiro deste ano, com base em um laudo particular, o local foi liberado para funcionar, mesmo sem uma nova vistoria de qualquer órgão público. “Eu queria entender como liberam um local para funcionar sem fazer uma vistoria. Ninguém veio aqui, não falaram comigo. Com a loja liberada, nunca vou conseguir ser reembolsado. Nem mesmo contato com a farmácia que realizou a obra estou conseguindo”, reclamou.
O problema, que causa grande preocupação pela chance de desabamento, está afetando também a vida do lojista. Luiz Cláudio conta que o comércio de roupas é sua única fonte de renda e que, sem ela, não consegue nem manter sua vida normal. “Estou aqui há mais de 30 anos. É tudo que tenho. Eu e minha mãe somos pioneiros neste ramo. Preciso disso para viver, para comer. Hoje, quando uma cliente chega aqui e vê as rachaduras, ele vai embora. Isso causa medo, além de estragar minhas roupas, já que a poeira do concreto não para de cair”, disse.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de São Gonçalo informou que, na época da construção, foram realizadas duas interdições: uma na farmácia e outra na Casa das Noivas, já que a obra da farmácia desestabilizou a parte de cima. Na época, a Defesa Civil recomendou a colocação de mais uma viga, o que foi feito e a obra desinterditada. Ainda segundo a nota, o acordo foi que a farmácia finalizasse a obra de cima, que continua interditada.