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Dia de comemoração e luta

Movimento de Mulheres de São Gonçalo volta a se reestruturar após crise financeira

relogio min de leitura | Redação 09 de março de 2018 - 09:15
Marisa Chaves é fundadora do MMSG e acredita que o ano de 2018 será de novas conquistas
Marisa Chaves é fundadora do MMSG e acredita que o ano de 2018 será de novas conquistas -

Por Daniela Scaffo

Lugares de referência no atendimento às mulheres em São Gonçalo - o Movimento de Mulheres de São Gonçalo (MMSG) e o Centro Especial de Orientação à Mulher (Ceom) -seguiram dois caminhos diferentes, com a crise nos governos. De um lado, o MMSG consegue voltar a se reerguer e garantir assistência. Do outro, está o Ceom Zuzu Angel, em Neves, que funciona precariamente.

Segundo Marisa Chaves, fundadora do MMSG, a organização, afetada pela crise nacional e estadual, perdeu diversos apoios em 2016, como o da Petrobras e da Eletrobras, fazendo com que o a instituição tivesse que reduzir sua capacidade de atendimento – de cinco núcleos para apenas um, no Zé Garoto. No entanto, a organização, que atua tanto reivindicando políticas públicas para todas as mulheres como também prestando serviços à população - principalmente mulheres e crianças vítimas de violência - conseguiu aprovar alguns editais este ano.

“O ano de 2016, seguido por 2017, foram anos difíceis. Tínhamos 104 trabalhadores com carteira assinada e ficamos com apenas quatro. Agora, em 2018, já estamos colhendo frutos do nosso esforço coletivo e conseguimos aprovação em alguns editais. Voltamos a receber o apoio da Petrobras, como também ganhamos o edital do “Criança Esperança 2018”, informou Marisa.

Para a fundadora, o município de São Gonçalo sempre foi uma referência no Estado do Rio de Janeiro na implantação de políticas públicas destinadas às mulheres e foi o primeiro a ter o Ceom, criado em 1997. Mas, nos últimos anos, as perdas foram visíveis.

“Tenho certeza que o prefeito, eleito pelo povo, irá demonstrar compromisso para que tudo que foi assumido durante as conferências de saúde, assistência social e de direitos para à mulher seja efetivamente cumprido”, finalizou.

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