Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar up 5,3317 Euro up 5,5605
Search

Sepe questiona qual o critério de escolha para escolas beneficiadas pelo dinheiro recuperado na Lava Jato

Sindicato afirma que existem unidades com problemas urgentes que não serão contempladas

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 02 de março de 2018 - 09:31
Em Niterói, a escolhida foi a Conselheiro Macedo Soares
Em Niterói, a escolhida foi a Conselheiro Macedo Soares -

A escolha das escolas estaduais Walter Orlandini, no Paraíso; e Conselheiro Macedo Soares, no Barreto; para receber parte do dinheiro recuperado pela atuação da força tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) para reforma das escolas públicas do estado é questionada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de educação (Sepe).

Segundo o Sepe, há outras unidades na região com problemas mais urgentes e que se quer estão funcionando por conta de dificuldades na infraestrutura. Caso do Colégio Tarcísio Bueno, no Paraíso; e Doutor Moacyr Meirelles Padilha, em Itaboraí, que estão fechadas e os alunos foram transferidos para outras escolas.

De acordo com a diretora do Sepe São Gonçalo, Michele Alvarenga, atualmente, 70% das escolas precisam de reformas, segundo a própria Secretaria Estadual de Educação. “O Sindicato ‘briga’ para que as reformas sejam feitas em todas as unidades e que haja um critério. Temos aqui 75 escolas e porque foi escolhido o Walter Orlandini? Pedimos transparência em todo o processo. Até porque é um dinheiro que vai ser empregado em unidades de todo o estado do Rio. Não sabemos nem qual é o valor. Não houve qualquer contato conosco”, explicou.

Alunas do Walter Orlandini, as estudantes Thayná Veríssimo, 16, e Gabriela Soares, 17, comemoraram a escolha da unidade. “Estamos sem laboratórios de física e química, sem condicionadores de ar e quando chove, pinga dentro das salas. Estamos deixando a escola este ano, mas ficamos felizes pelos alunos que poderão aproveitar”, disse Thayná.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que os valores ainda não foram disponibilizados e que cada escola terá projeto específico que definirá o custo. (Marcela Freitas)

Matérias Relacionadas