Menina de 12 anos com doença rara não consegue atendimento na rede pública
Nathanny perdeu o movimento das pernas e teve órgãos prejudicados

“A união faz a força”. É nesse lema que a dona de casa Sueli Justino, de 55 anos, acredita para manter a esperança de dar a sua filha Nathanny Vitória Justino da Silva, 12, a chance de se recuperar de uma doença rara.
Há um ano e oito meses, Nathanny era uma menina como qualquer outra de sua idade, apaixonada por esportes, praticava futebol e natação, mas quis o destino que a história dela mudasse por completo.
Portadora de neuromenite (doença do sistema nervoso central que acomete os nervos ópticos e a medula espinal), a menina acabou perdendo o movimento das pernas e teve a função de alguns órgãos comprometida.
À época, a família morava no Morro do Salgueiro, na Tijuca e, precisava descer e subir 350 degraus de escada para sair de casa. Mãe e filha, então, se mudaram para São Gonçalo. “Quando ela adoeceu, deixei de trabalhar e não tinha dinheiro para nada. Foi então que duas professoras dela se prontificaram a pagar meu aluguel e me mudei para São Gonçalo, onde tenho parentes”, disse.
Há vários meses, a mãe tenta conseguir marcar um exame específico para Nathanny na rede pública de saúde, mas o pedido é negado. Na rede particular o exame custa R$ 800. “Ela também precisa de fisioterapia para recuperar parte dos movimentos e conseguir se locomover com muletas”, disse a mãe.
Vizinhos se mobilizam em campanha - Para ajudar a menina, um grupo de moradores do Mutuá está criando uma campanha, que busca conseguir alimentos, insumos para tratamento (álcool e algodão, sonda) fraldas descartáveis, além de ventilador e uma nova cadeira de rodas. O grupo "Ajuda para Nathanny" é liderado pelo comerciante Cláudio Guimarães, 38, e a pensionista Ivani Medeiros, 68. "Estamos buscando ajudas para ela junto ao nosso cíclo de amizade, mas todo apoio é bem-vindo. Nathanny e sua mãe precisam de nós. Quem quiser contribuir, será muito bem recebido", disse Cláudio.
Quem pude colaborar, pode ligar para Sueli (98939-3438) ou através do frupode de apoio pelo telefone (96423-1858). Qualquer quantia pode ser depositada na Caixa Econômica, agência 3223, conta 000147403, operação 013.