São Gonçalo vira paraíso dos ‘lixões’

Contribuintes ainda questionam aumento na taxa de lixo

Escrito por Redação 20/02/2018 09:01, atualizado em 20/02/2018 08:59
Servidor público Antonio Carlos Pereira cobra da Prefeitura a limpeza de terreno na Trindade
Servidor público Antonio Carlos Pereira cobra da Prefeitura a limpeza de terreno na Trindade . Foto: Julio Diniz

O aumento no valor da taxa de lixo cobrada no carnê do Imposto Territorial Urbano (IPTU), de São Gonçalo, sugere um município mais limpo e bem cuidado. Esse talvez seja o grande desafio do prefeito José Luiz Nanci, que enviou em junho do ano passado, uma mensagem, com o reajuste, Câmara de Vereadores que foi aprovada. Com isso, em alguns casos, mesmo que sem estudo prévio do imóvel, o aumento chegou a 1.200%.

Desde que os carnês do IPTU chegaram aos logradouros, causando um susto coletivo na população, O SÃO GONÇALO vem conversando com os gonçalenses para saber suas opiniões e o que espera da Prefeitura da cidade.

Mas, como melhorar a coleta, se o que se vê é um retrato do abandono? Uma das grandes preocupações dos moradores de São Gonçalo são quanto aos terrenos baldios que, sem fiscalização, transformam bairros em grandes lixões. Já mostramos casos como o do Bairro Rosane, onde grandes áreas particulares sem fiscalização estão servindo de vazadouros de lixo.

Na Trindade, um dos bairros com IPTU mais caros da cidade, os moradores convivem com um crônico lixão, na altura do lote 14, na Rua Cuiabá. No local, há os mais variados despejos como: lixo doméstico, restos de obras e móveis. Além disso, parte da galeria pluvial está entupida e a pavimentação se rompeu, levando ao terreno muita água parada, o que aumenta o risco de contaminação pela proliferação de ratos, moscas, baratas e mosquitos.

Morador do local há sete meses, o funcionário público Antonio Carlos Pereira, 59 anos, contou que mesmo com a coleta regular na via, muitas pessoas saem de outros bairros, que estão sem coleta, para atirar lixo na área que está abandonada.

“Não sabemos quem é o proprietário do terreno que deveria ser isolado para evitar que isso aconteça. Uma área ociosa leva a este tipo de atitude. Eu tenho medo de pegar uma doença com todo esse lixo. Deveria haver medidas mais efetivas para combater os lixões que trazem riscos a saúde. Meu IPTU é cobrado junto do aluguel e aumentou como todos os outros, mas não me nego de pagar, desde que a proposta de uma cidade limpa seja respeitada”, afirmou.

  A mesma opinião é compartilhada pela comerciante Jurema de Souza, que teve um aumento de 50% no valor do seu carnê de IPTU.

“Meu IPTU aumentou, mas não vejo melhorias no meu bairro. Cada ano que passa esse terreno fica em situação pior. O proprietário precisa ser notificado para murar a área e a população também se conscientizar do mal que está fazendo a nossa saúde. Acho absurdo e imoral pagar mais R$ 600 se na prática isso na se reflete em melhorias”, afirmou.


A Subsecretaria de Fiscalização e Posturas informou, em nota, que é responsabilidade do proprietário do local manter a conservação do terreno e da edificação, bem como colocar muros ao redor do espaço. Foi dito ainda que ele será notificado e pode ser multado em caso de reincidência nos artigos 54, 118 e 295 da lei nº 017/2003. Uma equipe será enviada ao local para realizar a limpeza do lixo despejado irregularmente.


Já a Secretaria de Desenvolvimento Urbano afirmou que irá tomar as providências necessárias quanto aos problemas estruturais da via. 


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