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Famílias desabrigadas por desmoronamento cobram aluguel social da Prefeitura de São Gonçalo

Cinco casas foram interditadas após tempestade

relogio min de leitura | Redação 27 de janeiro de 2018 - 10:24
Imagem ilustrativa da imagem Famílias desabrigadas por desmoronamento cobram aluguel social da Prefeitura de São Gonçalo

Há cerca de três semanas, O SÃO GONÇALO contou o drama de oito famílias da Rua Fonseca Ramos, na Estrela do Norte, em São Gonçalo, que tiveram as casas interditadas após uma forte tempestade, que atingiu a cidade. Na ocasião, a Defesa Civil Municipal esteve no local e condenou cinco imóveis do mesmo quintal, orientando que as famílias deixassem as casas por questões de segurança, já que a água que minava do solo estava colocando as edificações em risco.

O prefeito José Luiz Nanci também esteve no local e disse que se solidarizava com as famílias. Ele orientou, inclusive, os assessores que o acompanhavam a liberar o aluguel social para as famílias o quanto antes. Nanci disse que sentia a dor de perder a casa, que é uma referência de vida. Mas, passados quase 20 dias, as famílias estão até agora sem receber o prometido benefício.

Vivendo apenas de promessas e incertezas, a atriz Adriana Quitete, de 54 anos, precisou pedir abrigo na casa de sua sogra. Toda a família que vivia no mesmo local, precisou ir para casa de parentes diversos, o que acabou separando a todos.

“Temos gravado o prefeito falando que nos daria o aluguel social. Fomos tentar dar entrada no valor, e a resposta que recebemos dos funcionários é que o governo não está nem pagando o salário dos servidores quanto mais aluguel social. Isso é um absurdo. Ele veio aqui, disse que se sensibilizava e ficou só em mais uma promessa de político”, disse.

Ainda segundo Adriana, nem o laudo foi entregue às famílias. A Defesa Civil teria informado que só liberará o documento em março. “Não consegui tirar meus móveis de casa. Temos medo de entrar em casa pelos riscos. São muitas famílias e muitas histórias. A única coisa que a Prefeitura propôs foi um abrigo. Isso não tem a menor condição de acontecer”, afirmou.

Essa é a segunda vez que Adriana fica sem o imóvel. A primeira foi após um golpe de uma imobiliária. “Não aguento mais tanto sofrimento. Meu marido levou um golpe de R$ 150 mil após darmos entrada em uma casa própria e adoeceu com isso. Construímos essa nova casa e mais uma vez estamos sem lar. Hoje, estamos morando de favor na casa da minha sogra. Peço que o prefeito tenha respeito com a população e cumpra sua palavra”, afirmou.

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