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UERJ retoma atividades após meses de greve dos servidores

Alunos terão que correr contra o tempo

relogio min de leitura | Redação 26 de janeiro de 2018 - 10:39
Imagem ilustrativa da imagem UERJ retoma atividades após meses de greve dos servidores

Após uma paralisação de três meses, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), retomou suas atividades acadêmicas, na última segunda-feira (22), referentes ao primeiro semestre de 2017, após meses de greve de servidores, professores e até de parte dos alunos. Para dar conta de todo o conteúdo acadêmico os alunos terão apenas 54 dias, já que o semestre se encerra em 28 de março.

Entre o final de agosto e meados de outubro do ano passado, foram ministrados 36 dias letivos correspondentes ao período 2017.1. Após 10 dias de férias dos professores, os trabalhos referentes a 2017.2 serão iniciados no dia 11 de abril e, caso não aconteça mais nenhuma paralisação, concluídos após 90 dias letivos. A Uerj ainda estuda quando começarão as aulas do 1º semestre de 2018.

Pra repor tantas aulas perdidas, as estudantes de geografia Luciene Natal, 23 anos, Rosana Albuquerque, 21 e Thais Alves, 22 anos, estão correndo contra o tempo. Elas, que tinham a formatura programada para o fim deste ano, tentam finalizar o quinto período.

“Quando nos inscrevemos para a Uerj tínhamos outras perspectivas. Acreditamos nessa universidade, mas não seria nossa escolha se pudéssemos prever tantos problemas. Nosso futuro e o da universidade ainda é incerto”, disse Luciene.

Rosana disse que perdeu oportunidades de trabalhos, por conta das greves.

“Quando pinta uma oportunidade não podemos aceitar porque não sabemos o que será decidido pela universidade. Nossa grade de horários foi fechada anteriormente a greve. Então, ficamos limitadas a decisão da Uerj quanto a retomada ou não das aulas”, afirmou.

De acordo com a vice diretora da Faculdade de Formação de Professores da Uerj (FFP)- São Gonçalo, Marisa da Silva Assis, o retorno das aulas só aconteceu depois de parte do pagamento de salários que os governos deviam a professores, funcionários e alunos bolsistas.

"O governo acertou os salários atrasados, ma ainda falta receber o 13º de 2017. A Uerj parou não por uma vontade de alunos, funcionários e professores. O que aconteceu foi que ficamos três meses sem receber. Voltamos agora em totalidade e os alunos estão voltando gradativamente . Tivemos uma perda significativa de alunos. Tínhamos 2,6 mil em média na FFP e a perspectiva é que retornemos com 2 mil. Foi um momento de prejuízos financeiros para todos e muitos estudantes pediram transferência ou desistiram do curso”, contou a vice diretora."

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