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Secretário de Saúde de São Gonçalo tira dúvidas sobre febre amarela

Dimas Gadelha esteve no programa 'Agora Notícias'

relogio min de leitura | Redação 26 de janeiro de 2018 - 09:36
>> Dimas Gadelha participou do programa ‘Agora Notícias’ e respondeu dúvidas dos internautas
>> Dimas Gadelha participou do programa ‘Agora Notícias’ e respondeu dúvidas dos internautas -

O secretário municipal de saúde de São Gonçalo, Dimas Gadelha, em entrevista ao programa Agora Notícias, transmitido diariamente na página do Facebook do O SÃO GONÇALO, revelou que o diagnóstico laboratorial de febre amarela da fotógrafa Maria Marli Brito da Silva, de 48 anos, que faleceu no último domingo, deve ser divulgado na próxima terça-feira (30). Ele também descartou o diagnóstico de febre amarela no caso do paciente Felipe Pessanha Ribas, que está internado no Pronto Socorro Central de São Gonçalo (PSCSG), em estado grave.

Porém, Gadelha informou que se houver uma confirmação de febre amarela no caso da fotógrafa, haverá uma mudança na política de vacinação em todo o Estado do Rio de Janeiro, porque seria um caso de febre amarela urbana, o que não acontece há 70 anos no país.

“O quadro de febre amarela da fotógrafa, que morava no Porto do Rosa, não está fechado e ela não tem história epidemiológica favorável, já que não saiu de São Gonçalo no último ano. Mesmo assim, traçamos um raio de 100 metros a partir da casa dela e colocamos um agente de endemia visitando todas as casas e comércios do local, eliminando possíveis focos da doença, já que o mosquito que possa estar infectado com a febre amarela não tem um poder de deslocamento maior do que 30 metros. Passamos também o carro fumacê nos bairros próximos. Há muita chance dela não ter tido febre amarela, mas mesmo assim estamos fazendo uma atividade de bloqueio”, explicou o secretário.

Os pontos de vacinação do Porto do Rosa e do entorno também subiram de dois para cinco, desde a morte de Marli, no último domingo. Para detectar se mosquitos com o vírus da febre amarela estão no município, a secretaria de saúde colocou armadilhas para capturar e identificar os possíveis vetores. Até o momento, segundo Gadelha, nenhum foi encontrado.

Dia D - Para o Dia D de combate à febre amarela, que será amanhã, nos 92 municípios do Rio vão participar, Gadelha informou que São Gonçalo disponibilizará 50 postos de vacinação, ou seja, sete além dos que já realizam a aplicação de segunda a sexta-feira.

Os sete pontos extras são: as Unidades de Ponto Atendimento (UPAs) do Colubandê e de Santa Luzia, as Unidades Municipais de Pronto Atendimento (UMPAs), os Corpos de Bombeiros do Colubandê e do São Mguel e uma tenda que será montada na praça Zé Garoto. Já o Shopping Partage não participará da campanha no sábado.

O secretário ainda informou que o município tem capacidade para vacinar 20 mil pessoas diariamente, porém a maior meta alcançada foi de 17 mil pessoas, na última terça-feira (21).

“Nós orientamos que as pessoas sigam para as unidades onde elas tenham maior fácil acesso. As pessoas só procuram se vacinar quando tem notícias e divulgações nos meios de comunicações, mas nós temos a capacidade para vacinar 20 mil pessoas por dia, e ainda faltam cerca de 450 mil. Se todos os dias atingirmos essa capacidade, em menos de um mês teremos a população de São Gonçalo inteira imunizada”, declarou.

Fracionamento - A vacina fracionada, produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos/Fiocruz), também é assunto que gera dúvidas nas pessoas. Segundo Dimas, a decisão tomada pela Ministério da Saúde foi devido ao fato da quantidade produzida da dose padrão não ser suficiente para vacinar a população toda das regiões metropolitanas mais afetadas (Rio, São Paulo e Minas). Os estudos mostraram que a proteção da dose fracionada, de 0,1 ml, é a mesma da dose padrão, de 0,5 ml. A primeira protege a pessoa por até oito anos, e a segunda, pela vida toda.

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