Foliões se organizam para ocupar ruas após cancelamento do Bloco das Piranhas
“Quem faz o bloco somos nós”, afirma um jovem

Enquanto permanece a dúvida sobre quem deu a última palavra em relação ao cancelamento do tradicional 'Bloco das Piranhas', que há 32 anos desfilava no dia 31 de dezembro pelas ruas de Niterói, foliões e frequentadores do evento estão se organizando para ocupar as ruas da cidade na tentativa de manter a tradição. “Quem faz o bloco somos nós, e terá bloco sim”, afirmou um jovem, em uma das publicações nas redes sociais.
A Prefeitura de Niterói informou através de nota que “o desfile não foi autorizado pelas Forças de Segurança, em função da necessidade de deslocamento de um grande efetivo para o Réveillon na Praia de Icaraí”.
A Polícia Militar, no entanto, informou que não foi solicitado aumento do efetivo policial a região. Por 30 anos seguidos o bloco desfilou na Av. Jornalista Alberto Francisco Torres, em Icaraí, na Zona Sul da Cidade. Em 2015 passou a ser realizado na Av. Amaral Peixoto, no Centro. Contudo, o último desfile do bloco foi marcado por brigas, roubos e furtos.
Esses acontecimentos teriam sido os fatores decisivos para que, durante uma reunião com representantes da Secretaria de Ordem Pública, da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) e da Secretaria Executiva da Prefeitura de Niterói, o bloco fosse cancelado.
A informação oficial foi confirmada na manhã de hoje pela Prefeitura da cidade e, em poucos minutos, vídeos e publicações de foliões inconformados tomaram conta das redes sociais. Em um dos vídeos, que recebeu mais de 88 mil visualizações em menos de cinco horas, um jovem lamenta o cancelamento do bloco e chamava as pessoas para ir ao local e fazer o bloco acontecer mesmo com o cancelamento. Em mais de 800 comentários e 2 mil compartilhamentos, frequentadores do bloco marcavam de ir para a rua com caixas de som e fantasias.
Questionados sobre a possível presença dos foliões, a Prefeitura disse que o fato seria de responsabilidade da PM. A PM, no entanto, não respondeu nossas solicitações até o fechamento desta edição.